Segunda delação negada, PF quer mandar Vorcaro para prisão comum
Após nova rejeição de acordo de colaboração, delegados avaliam que ex-banqueiro não tem mais motivo para permanecer em cela especial na sede da corporação em Brasília
Da Redação do BNC Amazonas
Publicado em: 12/06/2026 às 08:28 | Atualizado em: 12/06/2026 às 08:28
A Polícia Federal (PF) recomendou ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), a transferência do ex-banqueiro Daniel Vorcaro da superintendência da corporação em Brasília para uma unidade prisional comum.
A medida foi sugerida após a rejeição de uma segunda proposta de delação premiada apresentada pelo investigado no âmbito das apurações envolvendo o Banco Master. Como inf
As informações foram divulgadas pela CNN Brasil. Segundo a reportagem, os delegados responsáveis pelo caso comunicaram ao ministro do STF tanto a recusa da nova tentativa de acordo quanto o entendimento de que não há mais justificativa para a permanência de Vorcaro nas dependências da Polícia Federal.
O ex-banqueiro ocupa atualmente uma sala especial na sede da PF em Brasília, equipada com ar-condicionado, banheiro privativo, frigobar, armário e janela com vista para o jardim interno da corporação. A permanência no local estava associada às negociações para um eventual acordo de colaboração premiada.
Com a segunda negativa da Polícia Federal, os investigadores concluíram que a manutenção do investigado na estrutura da superintendência perdeu a razão de ser. A recomendação agora é que Vorcaro seja encaminhado para uma prisão comum, decisão que dependerá da análise do ministro André Mendonça.
As tratativas para um acordo de delação vinham sendo conduzidas em conjunto pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Embora a corporação tenha recusado novamente a proposta, procuradores ainda mantêm conversas com a defesa do ex-banqueiro em busca de uma possível solução.
Assim sendo, a nova manifestação da PF representa um revés para a estratégia adotada por Vorcaro desde sua prisão e reforça a posição dos investigadores de que, até o momento, as informações oferecidas pelo ex-banqueiro não atenderam aos requisitos necessários para a celebração de um acordo de colaboração.
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Foto: Secretaria da Administração Penitenciária-SP / CP
