Lula tem proposta do Japão para explorar terras raras do Brasil
Governo japonês quer avançar em tratado de livre comércio e ampliar cooperação em minerais considerados estratégicos.
Publicado em: 16/06/2026 às 11:48 | Atualizado em: 16/06/2026 às 11:49
Em busca de alternativas à dependência da China para abastecer sua indústria de tecnologia, o Japão voltou os olhos para o Brasil e para o Mercosul. Durante encontro com o presidente Lula nesta terça-feira (16), à margem da reunião do G7, o governo japonês apresentou uma proposta para iniciar negociações de um acordo de livre comércio com o bloco sul-americano e reforçou o interesse em minerais estratégicos brasileiros.
A iniciativa foi apresentada pela primeira-ministra Sanae Takaichi, que destacou a segurança econômica como prioridade para o Japão. O país asiático busca ampliar o acesso a terras raras e outros minerais críticos, considerados essenciais para setores de alta tecnologia.
Em nota conjunta divulgada após a reunião, os dois governos anunciaram o início das discussões para um Acordo de Parceria Econômica entre Japão e Mercosul. Segundo o texto, o objetivo é fortalecer as relações econômicas e construir um entendimento que atenda aos interesses dos dois lados.
Lula afirmou que espera um avanço concreto já na próxima cúpula do Mercosul, marcada para 30 de junho, em Assunção. O presidente brasileiro manifestou apoio à abertura das negociações, mas evitou antecipar qualquer decisão em nome dos demais integrantes do bloco.
Além do comércio, os governos anunciaram o lançamento de um diálogo bilateral voltado à cooperação em inteligência artificial e segurança econômica.
O interesse japonês pelo Mercosul ocorre em meio à busca por novos mercados e fornecedores, reduzindo a dependência tanto da China quanto dos Estados Unidos. Para o bloco sul-americano, a expectativa é ampliar o acesso de produtos agrícolas ao mercado japonês, especialmente carnes, trigo e laticínios.
Saiba mais no ICL Notícias.
Leia mais
Terras raras: Lula não garante exclusividade de exploração a Trump
foto; Ricardo Stuckert/PR
