Sidney Rezende é homenageado em coletânea de toadas de Parintins
Coletânea lançada às vésperas do festival resgata o legado do músico que ajudou a transformar a toada dos bois Garantido e Caprichoso em patrimônio cultural.
Da Redação do BNC Amazonas
Publicado em: 26/06/2026 às 10:06 | Atualizado em: 26/06/2026 às 10:08
Às vésperas do 59º Festival Folclórico de Parintins, a memória de um dos artistas que mais contribuíram para a expansão da música dos bois-bumbás volta ao centro da cena cultural amazonense. A gravadora Atração lançou, nesta quinta-feira (26), uma coletânea digital em homenagem ao músico, produtor e arranjador Sidney Rezende (in memoriam), marcando os 30 anos do Regional Vermelho e Branco, grupo que se tornou referência na valorização e difusão da toada de Parintins.
Disponível nas principais plataformas de streaming, o álbum reúne composições que marcaram diferentes momentos da história do Festival Folclórico de Parintins e ajudaram a consolidar a identidade musical dos bois Garantido e Caprichoso.
Muito além de acompanhar apresentações folclóricas, Sidney Rezende exerceu papel decisivo na modernização da toada amazonense.
À frente do Regional Vermelho e Branco, desenvolveu arranjos que preservavam a força dos tambores, das lendas amazônicas e da tradição dos bois, ao mesmo tempo em que incorporavam qualidade técnica e sofisticação musical capazes de aproximar o gênero de novos públicos.
Durante as décadas de 90 e a primeira de 2000, o grupo tornou-se um dos principais responsáveis por levar a música de Parintins para rádios, programas de televisão, festivais e eventos culturais em diversas regiões do país.
Em uma época em que a divulgação da cultura amazônica ainda encontrava poucas vitrines nacionais, o Regional Vermelho e Branco ajudou a romper barreiras geográficas e culturais, levando a sonoridade dos bois-bumbás a novos públicos e contribuindo para consolidar a toada como uma expressão reconhecida da música brasileira.
A trajetória de Sidney Rezende também simboliza um momento de profissionalização da produção musical do festival de Parintins.
Seus arranjos preservaram a essência da cultura popular amazonense sem abrir mão de refinamento técnico, permitindo que as composições ganhassem maior qualidade de gravação, execução e difusão.
O resultado foi a ampliação do alcance da música produzida no Amazonas, sem perder sua identidade regional.
A coletânea reúne faixas que marcaram essa trajetória e presta homenagem a um dos nomes mais importantes da história recente da cultura amazonense.
Mais do que celebrar os 30 anos do Regional Vermelho e Branco, o lançamento preserva a memória de Sidney Rezende e reafirma sua contribuição para a consolidação da toada como um dos maiores patrimônios musicais da Amazônia e do Festival Folclórico de Parintins.

Quem foi Sidney Rezende
Sidney Rezende foi músico, produtor, arranjador e um dos grandes responsáveis pela evolução da sonoridade da toada de Parintins.
À frente do Regional Vermelho e Branco, participou da construção de uma identidade musical que ajudou a transformar o espetáculo dos bois Garantido e Caprichoso em referência cultural para o Brasil.
Seu trabalho contribuiu para profissionalizar os arranjos das toadas sem descaracterizar suas raízes amazônicas, valorizando instrumentos regionais e enriquecendo a experiência musical do festival.
Ao longo da carreira, colaborou com compositores, intérpretes e artistas ligados aos dois bois, tornando-se referência para gerações de músicos e produtores da Amazônia.
Mesmo após sua partida, sua influência permanece presente na forma como a música de Parintins é produzida, interpretada e reconhecida nacionalmente.
Seu legado segue vivo a cada nova edição do festival, nas vozes dos levantadores, nos arranjos das toadas e na emoção que faz da ilha um dos maiores palcos da cultura popular brasileira.
Serviço
Lançamento: coletânea de toadas – Sidney Rezende celebra 30 anos do Regional Vermelho e Branco.
Onde ouvir: Spotify, Apple Music, Deezer e demais plataformas digitais.
Gênero: toada de Parintins / música regional brasileira.
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Foto: divulgação
