Avança apuração dos R$ 470 mil em dinheiro vivo na casa de líder de Bolsonaro
Sóstenes Cavalcante, do PL, jura que o dinheiro é de venda de imóvel. PF investiga se escritura é falsa
Da Redação do BNC Amazonas
Publicado em: 01/07/2026 às 14:21 | Atualizado em: 01/07/2026 às 14:21
A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quarta-feira (1º de julho) a Operação Galho Fraco II para investigar se aliados do deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do PL na Câmara, forjaram a escritura de um imóvel para justificar a origem de R$ 470 mil apreendidos em espécie em dezembro de 2025, em um flat utilizado pelo parlamentar em Brasília.
Segundo a PF, a escritura de um imóvel em Minas Gerais foi lavrada 11 dias após a apreensão do dinheiro. Embora o documento informe que o pagamento ocorreu em novembro, os investigadores suspeitam que ele foi produzido para dar aparência de legalidade ao valor.
O relatório encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) aponta a possível criação de uma “narrativa documental destinada a conferir lastro formal a uma alegada transação pretérita”.
Na época da apreensão, Sóstenes Cavalcante afirmou que o dinheiro era resultado da venda do imóvel.
Nova fase da operação
A PF informou que não encontrou movimentações bancárias compatíveis com o pagamento em espécie pelo comprador do imóvel.
Durante a operação desta quarta-feira, agentes localizaram dinheiro em espécie escondido em um objeto decorativo que simulava um livro, no endereço de um advogado ligado ao deputado.
Procurado após a operação, Sóstenes Cavalcante afirmou que ainda não teve acesso à decisão.
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Foto; Lula Marques/Agência Brasil
