Dinheiro no ‘manual do advogado’ revive vexames de políticos

Fato envolvendo aliado do líder do PL de Bolsonaro reabre memória de episódios bizarros

Da Redação do BNC Amazonas

Publicado em: 02/07/2026 às 19:52 | Atualizado em: 02/07/2026 às 19:52

A imagem de maços de dinheiro escondidos dentro de um falso exemplar de “Manual de Advocacia”, apreendidos pela Polícia Federal durante operação deste dia 2 de julho relacionada ao entorno do deputado Sóstenes Cavalcante, líder do PL de Bolsonaro, rapidamente passou a integrar uma galeria de episódios que marcaram a história recente de investigações.

O objeto apreendido tornou-se um dos símbolos visuais da operação porque, além do dinheiro em espécie, sugere uma tentativa de ocultação que chamou atenção da opinião pública.

Mais do que curiosidades policiais, esses episódios ajudam a compreender como imagens produzidas durante operações acabam influenciando a percepção pública sobre casos de corrupção e lavagem de dinheiro.

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Livro falso

Na operação desta semana, agentes encontraram dinheiro escondido no interior de um livro cenográfico que imitava uma obra jurídica.

O material foi apreendido durante buscas autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal e integra o conjunto de provas que será analisado pela investigação.

Sóstenes e o dinheiro esquecido

A investigação atual começou com a apreensão de R$ 468 mil em dinheiro vivo em um endereço ligado ao deputado federal Sóstenes Cavalcante.

Esse alto volume de dinheiro estava em saco de lixo escondido em armário.

Sóstenes disse à época que tinha esquecido de depositar esse dinheiro, que seria da venda de um imóvel, versão que a polícia ora investiga.

As malas de Geddel

Em 2017, a Polícia Federal encontrou aproximadamente R$ 51 milhões em um apartamento atribuído ao então ex-ministro Geddel Vieira Lima.

As imagens das malas e caixas repletas de dinheiro tornaram-se uma das fotografias mais conhecidas da história recente das operações anticorrupção no Brasil.

Posteriormente, Geddel foi condenado pela Justiça em processos relacionados ao caso.

O dinheiro na cueca

Em 2020, o então senador Chico Rodrigues foi alvo de operação da Polícia Federal.

Durante as buscas, investigadores relataram a localização de dinheiro escondido junto às roupas íntimas do parlamentar, episódio que ganhou enorme repercussão nacional.

O processo teve desdobramentos próprios na Justiça.

Os dólares na gaveta

Em diferentes fases da operação Lava Jato, agentes localizaram dinheiro em espécie guardado em gavetas, cofres particulares, armários e imóveis utilizados por investigados.

Embora juridicamente distintos, esses casos contribuíram para consolidar a imagem do dinheiro vivo como um dos elementos mais frequentes nas grandes investigações sobre corrupção.

O que esses episódios têm em comum

Cada um desses casos possui contexto, provas, investigados e desfechos próprios.

O ponto comum não está necessariamente na responsabilidade penal dos envolvidos, que depende de decisão judicial individual, mas no impacto simbólico provocado pelas imagens produzidas durante as operações.

Na política contemporânea, fotografias de malas, caixas, cofres ou livros falsos frequentemente ultrapassam o processo judicial e passam a integrar a memória coletiva do eleitor, tornando-se referências permanentes quando novos episódios semelhantes voltam ao noticiário.

Foto: reprodução