Suspeitas de lavar dinheiro de apostas de bets, 87 empresas são alvo da PF

Operação Véu de Maia investiga empresas de fachada usadas para ocultar recursos de apostas ilegais e enviar dinheiro ao exterior.

Bets dobram receita e arrecadação de impostos cresce em 2026

Publicado em: 06/07/2026 às 13:49 | Atualizado em: 06/07/2026 às 13:51

Um esquema suspeito de lavar dinheiro obtido com apostas ilegais está na mira da Polícia Federal. Nesta segunda-feira (6), a corporação deflagrou a operação Véu de Maia para investigar 87 empresas apontadas como laranjas de bets clandestinas, utilizadas para movimentar recursos de origem ilícita e enviar valores ao exterior por meio de criptoativos.

Ao todo, foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão em Goiânia e Aparecida de Goiânia (GO), São Paulo e Ribeirão Preto (SP), além de Porto Alegre e Canoas (RS). Os investigados poderão responder por lavagem de dinheiro, evasão de divisas e organização criminosa.

Durante uma das diligências, em Canoas (RS), os policiais encontraram quatro armas de fogo sem registro e prenderam em flagrante o morador do imóvel por posse ilegal do armamento.

As investigações começaram a partir de informações repassadas pela Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), do Ministério da Fazenda.

Como funcionava o esquema

Segundo o governo federal, as bets clandestinas são plataformas que operam sem autorização do Ministério da Fazenda. Além de não pagarem a taxa de licenciamento de R$ 30 milhões nem recolherem os tributos previstos, essas empresas deixam de cumprir regras de publicidade e de proteção aos usuários, como o sistema de autoexclusão.

De acordo com o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, cerca de 300 operadores estariam por trás de quase 50 mil sites ilegais já retirados do ar. Essas plataformas teriam utilizado 37 instituições financeiras para processar pagamentos.

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Foto: Bruno Peres/Agência Brasil