Lula tira candidatos do PSD do Amazonas da convenção de Caiado

Senador Omar Aziz e os deputados federais Átila Lins e Sidney Leite não foram a São Paulo à convenção nacional do PSD

Antônio Paulo, do BNC Amazonas em Brasília

Publicado em: 27/07/2026 às 15:23 | Atualizado em: 27/07/2026 às 15:23

Os dirigentes do PSD do Amazonas e membros da bancada federal na Câmara dos Deputados e Senado não compareceram à convenção nacional do partido, neste domingo (26 de julho).

A convenção foi realizada em São Paulo e homologou a candidatura do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado a presidente da República, e do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, a vice-presidente.

Desse modo, o senador Omar Aziz, presidente estadual do PSD, os deputados federais Átila Lins e Sidney Leite, representantes do partido na Câmara, assim como os demais membros da executiva estadual da legenda, não foram à convenção de Caiado. E têm um motivo justificável.

Embora, as lideranças justifiquem que a ausência se deu principalmente porque o PSD Amazonas realizou sua convenção no sábado (26) para ratificar o nome do senador Omar Aziz ao Governo do Estado, portanto, sem tempo hábil de ir a São Paulo, a razão principal é outra.

O PSD do senador Omar Aziz e dos deputados Átila Lins e Sidney Leite já tem um nome para presidente. Chama-se Lula da Silva. Dessa forma, o candidato a presidente da legenda deles, Ronaldo Caiado, não contará com o apoio nas eleições.

E essa opção do PSD Amazonas por Lula, em vez de Caiado, não acarretará punições, expulsões ou qualquer medida mais drástica. Isso porque a direção nacional da sigla já liberou os estados a apoiar o candidato que quiser.

Palanques regionais

E é o próprio presidente nacional do PSD quem faz o alerta. Neste domingo, ao ser questionado sobre a “fidelidade partidária” do PSD em estados como Rio de Janeiro e Pernambuco, o presidente nacional e candidato a vice-presidente da República, Gilberto Kassab:

“A questão dos palanques regionais não nos preocupa porque é uma realidade brasileira. Eu sempre digo que o PSD foi o partido que mais contribuiu para acabar com as coligações nas eleições proporcionais, para vereador, deputado estadual e deputado federal. Agora, nosso trabalho é acabar também com as coligações majoritárias. Enquanto elas existirem, vamos ter de conviver com essa situação de alguns estados com palanques diferentes. O que existe no PSD são bons quadros, candidatos a governador e o melhor candidato a presidente, o que nos leva a acreditar muito na vitória”, disse.

Assim como Omar Aziz, do Amazonas, também foram liberados pelo PSD nacional os candidatos da sigla em estados como Rio de Janeiro, Pernambuco e Sergipe, que foram liberados de um alinhamento automático com a campanha nacional.

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“Libera geral” é minimizado

Questionado sobre esse “libera geral”, Kassab minimizou a fragilidade dos palanques regionais. Citou o exemplo do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que tem o apoio do PSD para a reeleição no estado, embora apoie o senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL ao Planalto.

O presidente do PSD também relativizou as ausências do ex-prefeito Eduardo Paes, candidato ao governo do Rio de Janeiro, e da governadora Raquel Lyra, que tentará a reeleição em Pernambuco e ambos vão apoiar Lula. Segundo Kassab, os dois enfrentam peculiaridades locais que impedem um alinhamento único.

“O palanque do Eduardo Paes é múltiplo, porque o Brasil precisa que o Eduardo Paes se eleja governador do Rio de Janeiro. E o Brasil precisa que o Caiado se eleja presidente da República para que o Brasil não vire o Rio de Janeiro”, justificou.

E prosseguiu:

“Em Pernambuco, Raquel Lyra, pelas circunstâncias locais, tem eleitores de todos os partidos. Mas lá temos um palanque que está sendo construído, sólido, forte, que terá Caiado presidente e Raquel Lyra governadora. O PSD não terá problema para fazer palanque para Caiado em nenhum estado, em parceria com os nossos candidatos”, concluiu Gilberto Kassab.

*Com informações da CNN Brasil

Foto: divulgação