Dois meses após massacre, Manaus ainda tem 112 presos foragidos
Publicado em: 04/03/2017 às 13:02 | Atualizado em: 04/03/2017 às 13:02
Dois meses após os massacres que deixaram 64 mortos no sistema prisional de Manaus, a polícia conseguiu recapturar apenas metade dos 225 presos que escaparam em 1° de janeiro, na maior fuga da história do Amazonas.
Continuam soltos 112 detentos que fugiram do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) e da Unidade Prisional de Puraquequara. Os dados são da Secretaria de Segurança Pública do AM.
Em razão das mortes nos presídios, há uma guerra em curso entre as facções criminosas Família do Norte (FDN), que deu a ordem para os massacres, e Primeiro Comando da Capital (PCC), que teve vários integrantes mortos e decapitados, segundo disse à Folha um integrante da cúpula do governo.
Em fevereiro, 40 dos 67 homicídios apresentaram sinais de execução em Manaus –60% dos casos. Nesse balanço os peritos levam em conta as partes do corpo atingidas, a quantidade de balas e se a arma usada está entre as mais potentes, por exemplo.
A capital registrou o mesmo número de assassinatos no mesmo período do ano passado, mas não há estatísticas sobre as características.
Alguns dos foragidos são de alta periculosidade. O mais conhecido é Francisco Diego dos Anjos, o “Dieguinho”, suspeito de envolvimento em cerca de 30 homicídios e ligado à FDN. Leia a reportagem da Folha de S.Paulo na íntegra.
Fonte: Folha de S.Paulo
Foto: Acervo/ BNC
