Condenado ao esquecimento, Cunha não consegue nem virar delator
Publicado em: 31/03/2017 às 10:30 | Atualizado em: 31/03/2017 às 10:30
Há poucos dias um dos mais políticos tido como dos mais poderosos do país, a ponto de se dar ao luxo de autorizar a abertura do processo que resultou no impeachment de Dilma Rousseff (PT) quando bem quis, o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) hoje caminha para ter seu nome apagado da memória do brasileiro.
Cunha sempre se imaginou como um político que tinha carta na manga contra todos os que ousassem cruzar seu caminho e atrapalhar seus sórdidos planos contra o país. Ainda que esse fosse hoje o mais temido por políticos corruptos e propineiros, o juiz Sérgio Moro.
O ex-presidente da Câmara federal está relegado ao ostracismo a tal ponto que nem mesmo sua intenção de se tornar um dedo-duro de figuras do poder, como o presidente Michel Temer, do seu partido, o comandante da operação Lava Jato parece disposto a aceitar.
Cunha não teria mais muito a acrescentar ao que já disseram os ex-executivos da empreiteira Odebrecht sobre o “departamento da propina” que alimentou eleições de muitos país a fora.
Uma análise dessa situação é feita hoje pelo jornalista Paulo Celso Pereira, em O Globo.
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