Alberto Neto visita indígenas e denuncia abandono no alto rio Negro

Deputado federal e pré-candidato ao Senado percorre comunidades indígenas em São Gabriel da Cachoeira, ouvindo demandas

Publicado em: 24/07/2026 às 16:14 | Atualizado em: 24/07/2026 às 16:14

Durante visita às comunidades indígenas de Taracuá, Pari-Cachoeira e Iauaretê, importantes polos históricos e culturais da região da Cabeça do Cachorro, no município de São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas, nesta quinta-feira (23 de julho), o deputado federal e pré-candidato ao Senado Capitão Alberto Neto (PL-AM), declarou: “A população indígena quer mais respeito”

Ao lado da “Tropa da Mudança”, Alberto Neto percorreu comunidades localizadas nas Terras Indígenas Alto Rio Negro e Rio Tiquié.

Ele estava acompanhado da professora Maria do Carmo, pré-candidata ao Governo do Amazonas; do vereador Carpê, pré-candidato a deputado estadual; e do vereador Salazar, pré-candidato a deputado federal, para ouvir as principais reivindicações das comunidades.

Nessa agenda, moradores de todas as localidades visitadas relataram problemas históricos, como a precariedade dos serviços públicos, a falta de energia elétrica em tempo integral, as dificuldades de acesso à internet, a ausência de saneamento básico e a carência de investimentos em educação.

“O que vimos aqui é o retrato de décadas de abandono. Quem vive aqui quer respeito e políticas públicas que realmente cheguem até a ponta. São brasileiros que, há muitos anos, esperam pelo básico, enquanto governos passam e os problemas continuam os mesmos. Prosperidade não pode ser privilégio de poucos. O povo originário, que é o verdadeiro dono desta terra, merece respeito, oportunidades e qualidade de vida”, afirmou Alberto Neto.

Falta de energia

A professora aposentada e liderança indígena Rosilda Maria Cordeiro da Silva, da etnia Tukano e representante da Associação das Mulheres Indígenas da região de Taracuá, afirmou que a principal reivindicação da comunidade e das localidades vizinhas continua sendo a implantação de energia elétrica durante as 24 horas do dia, condição essencial para garantir educação, comunicação e desenvolvimento.

“A nossa maior necessidade hoje é a energia elétrica funcionando 24 horas por dia. A energia não é importante apenas para iluminar as casas. Ela permite que nossos filhos tenham acesso à internet, façam cursos on-line e até estudem em uma universidade sem precisar sair daqui. Já tivemos iniciativas de ensino superior, mas elas não avançaram justamente por falta de energia”, disse a professora.

Energia solar

A partir das demandas apresentadas pelos moradores, o parlamentar reafirmou o compromisso de defender projetos de energia solar para atender as comunidades isoladas do Alto Rio Negro, com propostas que ampliem o acesso à internet, fortaleçam a educação e criem novas oportunidades de trabalho e desenvolvimento para as famílias indígenas.

“Nós vamos construir um projeto de energia solar para que esse povo tenha energia elétrica 24 horas por dia. Isso vai permitir acesso à internet, mais conforto para as famílias e melhores condições para estudar, trabalhar e desenvolver a própria comunidade”_, disse.

Educação dos povos originários

Na comunidade de Iauaretê, a pauta da educação ganhou voz por meio da juventude. Representando os estudantes, a aluna Claudine Martins Gonçalves, de 16 anos, da etnia Tariano, pediu, em nome dos colegas, investimentos na infraestrutura da Escola Estadual Indígena Pamuri Mahsã Wil.

“Esse pedido não é apenas por mim ou pelos alunos que estudam hoje, mas também pelas crianças que ainda vão chegar. Investir na educação é investir no futuro dos jovens da nossa comunidade, para que tenhamos mais oportunidades e possamos construir um futuro melhor sem precisar deixar a nossa terra”, afirmou Claudine.

Ao ouvir as reivindicações dos estudantes e moradores, o deputado destacou que investir na educação e na formação das novas gerações é fundamental para transformar a realidade do Alto Rio Negro, reduzir as desigualdades e ampliar as oportunidades para a juventude.

“Quando um jovem pede uma escola melhor, ele está pedindo a oportunidade de sonhar e construir o futuro da própria comunidade”, afirmou Alberto Neto.

Prioridade no mandato

As reivindicações apresentadas pelas comunidades de Taracuá, Pari-Cachoeira e Iauaretê reforçam uma pauta que já integra a atuação parlamentar de Capitão Alberto Neto: o fortalecimento da educação e a valorização dos professores.

O deputado é autor da PEC nº 169/2019, que deu origem à Emenda Constitucional nº 138, permitindo a acumulação de um cargo de professor com outro cargo público, desde que haja compatibilidade de horários. A mudança ampliou a segurança jurídica dos docentes e contribuiu para fortalecer a oferta de educação no Amazonas e em todo o Brasil.

Além da emenda constitucional, Capitão Alberto Neto também é autor e apoiador de projetos voltados à educação, como a criação do Programa Segurança nas Escolas, do Selo Escola Amiga da Cidadania Digital e da retomada do Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares (PECIM), além de outras propostas voltadas à valorização dos profissionais da educação e à ampliação do acesso dos estudantes às políticas públicas.

Fotos: divulgação