As presidenciáveis Marina Silva (Rede) e Manuela D’Ávila (PCdoB) participaram, neste final de semana de eventos político no Amazonas, estado que deu ao PT nos últimos anos expressiva votação e que pesquisas eleitorais recentes apontam o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na liderança.

Preso há cerca de duas semana por corrupção e inelegível por ter condenação colegiada em segundo grau, Lula pode deixar grande parte do eleitorado “órfão”.

Marina provoca Alfredo e Braga e convoca Serafim para o seu governo

Com históricos diferentes na relação com a região, as opiniões de Marina Silva e Manuela D’Ávila entraram em confronto sobre a rodovia BR-319.

Manuela disse ser favorável à conclusão da obra por ser inadmissível que a região tenha acesso aos EUA e não esteja integrada com o País e ligada à região Centro-Oeste do Brasil.

Marina Silva demonstrou irritação ao ser questionada sobre a estrada. “Por que será que eu saí há dez anos do Ministério do Meio Ambiente e ainda me perguntam sobre a BR-319?”, declarou.

Marina disse não considerar correto um político emitir opinião sobre uma questão como essa sem se basear num estudo. A pré-candidata disse que aguardada o resultado de um estudo que está sendo feito sobre o impacto da obra para falar novamente do assunto.

 

Mulheres

Os dois nomes que representam a centro-esquerda são hoje as duas únicas mulheres num leque de 20 pré-candidatos a presidente da República.

Com 36 anos e participando da sua primeira campanha a presidente, Manuela D’Ávila chegou a Manaus demonstrando estar alinhada à interpretação de que o modelo Zona Franca de Manaus mantém a floresta em pé e evitou falar longamente sobre a região, afirmando que esta primeira visita era para ouvir e aprender.

Na Universidade Federal do Amazonas (Ufam), pediu as apresentações feitas por professores universitários sobre a Amazônia.

A acreana e ex-ministra de Meio Ambiente Marina Silva, que chega à sua terceira participação da eleição presidencial, repete na visita fala com muito mais facilidade e detalhes da região.

 

Foto: BNC Amazonas