O Partido dos Trabalhadores no Amazonas (PT-AM) marcou para o dia 1º de agosto sua convenção para definir o arco de aliança no qual estará inserido nas eleições deste ano.

A ideia dos dirigentes petistas é que até esse dia, nacionalmente, o partido já tenha decidido sua posição em relação ao PSB, que tenta atrair para a chapa de Lula e que, no Amazonas, tem um pré-candidato a governador, o presidente da Assembleia Legislativa do Estado (ALE-AM), David Almeida.

As duas legendas conversam há meses, mas as últimas informações do noticiário da política nacional mostram que, por enquanto, assim como no começo do namoro, não há convergência. E ainda há outros pretendentes entrando na conversa.

Ontem, por exemplo, em Brasília, os dirigentes do PSB, entre eles o governador de Pernambuco, Paulo Câmara, se encontraram com o presidenciável Ciro Gomes, do PDT, que no Amazonas tem Amazonino Mendes como pré-candidato à reeleição.

Neste encontro, Ciro sentiu que o governador tem resistência a Ciro e que o PT está prometendo apoio ao PSB no Amazonas e na Paraíba.

O que o governador pernambucano quer, na verdade, é evitar dificuldades para sua reeleição, porque o PT tem uma forte candidata a governadora, Marília Arraes, neta de Miguel Arraes.

Outra peça do tabuleiro nacional envolvendo PT e PSB que se moveu ontem foi em São Paulo. Lá, para tentar atrair o PSB para aliança pró-Lula, o PT prometeu retirar a candidatura a governador de Luiz Marinho, para não atrapalhar o candidato socialista à reeleição, Márcio França.

Os socialistas, segundo a Coluna do Estadão, não se animaram com a proposta, porque entendem que, São Paulo, o partido de Lula mais atrapalha do que ajuda.

Enquanto esse cenário não se define, o PT-AM, segundo o seu presidente, deputado Sinésio Campos, vai manter conversa com todos os pré-candidatos a governador.

 

Foto: BNC AMAZONAS