Lula anuncia queda de 61,4% nos alertas de desmatamento da Amazônia

Lula comemora queda recorde no desmatamento da Amazônia e reforça meta de zerar o índice ilegal até 2030.

Iram Alfaia, do BNC Amazonas em Brasília

Publicado em: 11/06/2026 às 15:53 | Atualizado em: 11/06/2026 às 15:53

O presidente Lula da Silva anunciou nesta quinta-feira (11 de junho) uma queda de 61,4% no desmatamento da Amazônia brasileira no mês de maio. “É a maior redução percentual já registrada para o período na série histórica”, diz.

Lula fez o anúncio durante a visita ao Observatório Regional Amazônico (ORA) da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), que tem como diretora executiva a ex-senadora do Amazonas Vanessa Grazziotin (PCdoB).

Os dados do Deter, sistema do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), apontam que Amazônia apresentou uma redução no desmatamento de 37,5% no acumulado de 10 meses (agosto de 2025 a maio de 2026) em relação ao mesmo período de 2024/2025, marcando o menor valor da série, iniciada em 2016.

“Retrato da retomada de uma política ambiental séria, com base na ciência, foco na preservação e em linha com a meta de zerarmos o desmatamento ilegal até 2030”, afirma Lula.

Ele diz que essa meta será perseguida: “Isso é uma decisão do nosso governo. É por uma questão de justiça e de participação do Brasil como ajuda ao planeta Terra cumprir com a nossa obrigação de tentar evitar o desmatamento o máximo possível e provando que o não desmatamento é mais lucrativo do que o desmatamento”, disse.

O presidente destacou que é “muito mais barato trabalhar para evitar o desmatamento”.

O presidente também destacou a parceria com os municípios no combate ao desmatamento com as prefeituras passando a ter responsabilidade direta, “com apoio financeiro e participando da estratégia junto com União e estados”.

“O resultado é extraordinariamente positivo, numa demonstração de que, se a gente reúne a boa vontade do governo federal, dos governos estaduais e dos prefeitos, mais o aparelhamento das instituições que fazem o ICMBio e Ibama, se a gente contratar as pessoas corretas, se a gente se preparar para fazer prevenções, como estamos nos preparando para enfrentar o El Niño, que dizem que vem mais nervoso do que o ano passado, a gente pode ter um efeito muito positivo”, afirma.

Ações

O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, destacou que os resultados refletem o fortalecimento das ações de fiscalização e monitoramento ambiental.

“Esse número aqui, 61,4% de queda de desmatamento em relação a maio do ano passado, é algo realmente histórico, num mês em que o desmatamento sempre aumentava, porque a estação seca na Amazônia estimula o desmatamento”, observa.

Segundo ele, a pasta está trabalhando para ter o menor número final, quando fecharem os dados, no dia 31 de julho, da série dos 12 meses.

“O menor número da história da Amazônia. Isso será um feito fundamental para o Brasil, que já recuperou a sua credibilidade e que tem atuado de forma intensa no plano internacional”, completa Capobianco.