Manaus atingiu a autossuficiência na produção de água tratada para abastecer a população de aproximadamente 2,2 milhões de pessoas. O anúncio foi feito nesta segunda, dia 18, pelo prefeito Arthur Neto (PSDB).

Segundo o prefeito, essa capacidade vai dobrar próximos anos graças a três estações de tratamento de água distribuídas estrategicamente pela cidade. Juntas, respondem pelo abastecimento de 98% da população.

Arthur fez a afirmação durante a visita técnica que fez à estação da Ponta das Lajes. Só ela produz 2,5 metros cúbicos por segundo, o que representa 198 milhões de litros captados, tratados e distribuídos em um dia, ou 30% do abastecimento. Atende a 600 mil pessoas nas zonas leste e norte.

 

Parceria

O prefeito relembrou que essa estação, que é gerida pelo consórcio  Programa Águas para Manaus (Proama), entrou em funcionamento graças ao acordo entre que fez em 2013 com o então governador do Amazonas, o hoje senador Omar Aziz (PSD).

“O que nós fizemos foi transformar um elefante branco em um elemento útil de solução dos problemas de falta de água. Não tem mais falta de água. Aqui, nós temos três bombas novas. Uma fica parada, de reserva, e duas funcionam permanentemente. E temos a possibilidade de instalar mais uma bomba dessas e dobrar a produção”, afirmou o prefeito.

Arthur também destacou que a quantidade de água captada, tratada e distribuída pela concessionária Águas de Manaus, incluindo o Proama, é suficiente para abastecer toda a cidade.

“Manaus cresce vertiginosamente, mas nós temos capacidade para atender essa demanda. Está tranquilo. Sobra água. Em tese, nós estamos preparados para abastecermos o dobro da população. Ou seja, é um problema que está resolvido pelos próximos 30 anos, seguramente”, afirmou.

 

Combate às perdas

Segundo o diretor-presidente da Agência Reguladora dos Serviços Públicos Delegados do Município de Manaus (Ageman), Fábio Alho, o principal desafio, uma vez que há produção em abundância, é combater as perdas.

“A cidade de Manaus tem aproximadamente 60% de perda de água, isso tem que ser combatido, está no contrato de concessão. E a Ageman tem fiscalizado”, afirmou.

As perdas são do tipo física (vazamentos em pequenas redes e adutoras) e comercial (furto, fraude).

 

*Com foto e informações da Semcom.