O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, afirmou, nesta terça-feira (8), que o decreto presidencial que autoriza a posse de armas de fogo deve sair na próxima semana. O poder de delegado da Polícia Federal de conceder ou não a posse será extinta, e armas irregulares devem ter anistia.

A declaração foi dada em entrevista à repórter Delis Ortiz, da TV Globo, após a reunião ministerial com o presidente Jair Bolsonaro.

“O presidente Bolsonaro tem pressa porque é um compromisso dele, palavra dada é palavra cumprida”, explicou.

O ministro alegou ainda que a população tem direito à legítima defesa, o que, na opinião dele, será garantido pelo armamento.

Nessa segunda (7), o presidente recebeu o ex-colega da Câmara dos Deputados e apoiador da bancada da bala Alberto Fraga (DEM-DF) para discutir os moldes do decreto.

 

Armas irregulares

De acordo com Fraga, o decreto deve conter a anistia de armas irregulares no país e a ampliação do registro de posse de três para dez anos.

Na entrevista Onyx não se referiu ao perdão para os detentores de armas irregulares.

O documento também deve estabelecer que o delegado de Polícia Federal não será mais o responsável por negar ou aprovar a posse, como ocorre atualmente.

“Se o delegado não for com a sua cara, ele pode dizer não, porque esse requisito da necessidade comprovada é subjetivo, depende do arbítrio do delegado. Com o decreto, isso desaparece”, justificou Fraga.

Jair Bolsonaro afirmou que está dialogando com o ministro da Justiça para definir critérios mais objetivos para a necessidade de posse.

“Na legislação diz que você tem que comprovar efetiva necessidade. Conversando com o Sergio Moro, estamos definindo o que é efetiva necessidade. Isso sai em janeiro, com certeza”, alegou.

Fonte: Congresso em Foco

 

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