A professora Marilena Ferreira Umezu (foto) foi a primeira pessoa a ser baleada e morta na Escola Estadual Professor Raul Brasil, em Suzano (SP), na manhã desta quarta-feira (13). Era defensora dos “livros como melhor arma para salvar o cidadão”.

Os dois autores do massacre, um rapaz de 17 anos e outro de 25, eram ex-alunos da escola.

A professora sorriu ao revê-los cruzando o portão de entrada do colégio onde trabalhava há mais de 10 anos.

Eles responderam com tiros. As informações são do G1, citando a BBC News Brasil.

São estas as informações preliminares da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo e de amigos de Marilena Umezu sobre o ataque ao colégio.

“Os portões estavam abertos e eles foram recebidos pela coordenadora. Eles entraram na escola, atiraram na coordenadora, depois numa segunda funcionaria e depois nos alunos”, disseram as autoridades de segurança paulistas em entrevista coletiva na tarde desta quarta.

O saldo do ataque, até a publicação desta reportagem, é de 10 mortos – incluindo os dois autores do massacre, que se suicidaram – e nove feridos, que foram levados para hospitais da região.

Além destes, centenas de alunos, professores e pais estão em estado de choque e tentam entender o que aconteceu.

“A gente está abaladíssima, e os alunos estão desesperados”, diz à BBC News Brasil a professora de português Elo Ferreira, que trabalhou durante uma década com Marilena.

“Ela não era um alvo específico. Era uma pessoa dedicada, querida e fazia tudo pelos alunos. Vivia a educação com intensidade e era generosa, colaborava com coordenadores de outras escolas da cidade”, conta.

O choque também é fruto das imagens do massacre, compartilhadas à exaustão em grupos no WhatsApp.

Segundo uma aluna, Marilena aparece cercada por uma poça de sangue em um dos vídeos mais compartilhados.

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Foto: Reprodução/Facebook