Socióloga amazonense divulga festival de Parintins nas redes

Klyo Monteiro mora no interior de São Paulo e usa seu perfil para convidar a todos a assistir ao festival dos bumbás.

Antônio Paulo, do BNC Amazonas em Brasília

Publicado em: 28/06/2026 às 19:34 | Atualizado em: 28/06/2026 às 19:55

O perfil “olharsociológico”, da cientista social Klyo Monteiro, nas redes sociais, está divulgando o Festival Folclórico de Parintins desde muito antes da festa começar.

Em uma das postagens, a amazonense de Manaus, que mora em Presidente Prudente, interior de São Paulo, escreve:

“Se você nunca assistiu [ao festival], fica o meu convite. Mais do que um festival, Parintins é uma manifestação cultural que reúne música, dança, alegorias, lendas, saberes populares e narrativas que ajudam a contar a história da Amazônia”.

Segundo Klyo, é impossível compreender toda a grandiosidade do evento por fotos ou pequenos vídeos. Mas assistir, ouvir as toadas e sentir a energia de quem faz dessa festa uma das maiores expressões da cultura popular brasileira, é o que faz você entender o que é o festival.

“Todos os anos acompanho de longe, pela transmissão ao vivo. Durante este fim de semana, estarei vivendo, intensamente, um dos fenômenos culturais que mais marcaram a minha vida e continua marcando”.

Copa x Parintins

Mesmo em clima de Copa do Mundo, mas, sendo amazonense, Klyo confessa que sua ansiedade está em outro lugar: no festival de Parintins.

Trazendo para o debate seu conhecimento e formação, ela diz que Pierre Bourdieu – um dos intelectuais e sociólogos franceses mais influentes do século 20 – ajuda a entender que nossos gostos não nascem simplesmente de decisões individuais. Eles são construídos pelas experiências, relações e culturas que fazem parte da nossa trajetória.

“E é por isso que, mesmo morando longe do Amazonas, junho continua tendo som de toada para mim. Porque algumas paixões são também formas de pertencimento”.

Caprichoso desde sempre

Amazonense de Manaus, cientista social e mestra em sociologia, Klyo mora em Presidente Prudente desde 2019 onde leciona em uma faculdade local.

Ao BNC Amazonas, ela conta que vive o festival desde que nasceu e é Caprichoso desde que se entende por gente. E sempre faz questão de divulgar o festival no interior paulista e nas redes sociais como em seu perfil “Olhar Sociológico”, hoje com 65,3 mil seguidores.

Segunda noite de festival

Neste domingo, Klyo postou uma mensagem analisando a segunda noite do festival de Parintins, ocorrida ontem, sábado (27 de junho. E, puxando a brasa para sua sardinha, digo, para o seu boi preferido, ela diz o seguinte.

“E o Caprichoso fez exatamente aquilo que mais amo: me emocionou sem deixar de me fazer pensar. E eu quis postar uma frase de uma das toadas que mais amo. Cada vez que ouço esse verso, sinto um arrepio. Não apenas pela melodia, mas pelo que ela nos convida a lembrar”.

Klyo prosseguiu:

“Muito antes da colonização, este território já era habitado por milhares de povos indígenas, com suas línguas, culturas, conhecimentos e formas próprias de compreender o mundo. Quando o meu boi, no festival de Parintins, leva essa mensagem para a arena, ele faz mais do que um espetáculo, ele transforma memória em arte. E transforma história em música e nos lembra que a cultura também pode ser uma forma de resistência”.

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Foto: reprodução/Instagram