O governador Amazonino Mendes (PDT) disse nesta terça, dia 16, que mantém sua posição de não pagar indenização de R$ 50 mil a cada uma das 54 famílias de presidiários assassinados no réveillon de 2017 no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), no episódio de disputa de facções criminosas que ficou conhecido como “Massacre do Compaj”.

“Se morre um pai de família sério, trabalhador aí na rua, quem vai indenizar a família dele? Quem vai cuidar do filho dele? Agora, morre traficante, morre bandido, dentro da penitenciária e a gente vai ter que pagar? Eu não aceito”, afirmou.

Amazonino disse que mantém essa posição caso se reeleja governador. Ele está na disputa de segundo turno com o candidato do PSC, radialista Wilson Lima.

Ele acusou inclusive o vice de Wilson, o defensor público Carlos Alberto Almeida Filho (PRTB) de provocar essa obrigação do estado indenizar familiares dos presos mortos.

“Sei que isso foi agenciado, industrializado, estimulado, pelo candidato a vice do meu adversário. Isso me assusta demais. A gente vai ter um vice-governador que ampara bandido? Que ajuda bandido? Eu não sei mais onde estamos. A gente está lutando tanto para conter o ímpeto criminoso”, disse o governador.

 

Decisão vale também na reeleição

O governador reafirmou que enquanto estiver no cargo seguirá recorrendo das decisões judiciais que determinarem o pagamento de indenização.

“Não posso permitir isso. O que nós vamos fazer com o nosso cidadão, honesto que é assassinado? O que vamos fazer coma família dele? Agora, nós vamos pagar brigas de facções dentro da penitenciária? Onde se viu isso?”, questionou.

 

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Foto: BNC Amazonas