Caso Master: quem pagou influenciadores para atacar BC? PF em campo
Polícia Federal apura possível campanha coordenada após liquidação do banco de Daniel Vorcaro.
Publicado em: 08/01/2026 às 10:58 | Atualizado em: 08/01/2026 às 12:32
A Polícia Federal (PF) abriu inquérito para apurar denúncias de que influenciadores receberam propostas para defender o Banco Master e atacar o Banco Central do Brasil (BC).
O foco da investigação é identificar quem financiou os conteúdos e se houve atuação coordenada nas redes sociais.
A apuração começou após relatos dos influenciadores Rony Gabriel e Juliana Moreira Leite, que disseram ter recebido propostas para divulgar vídeos contra o BC.
Segundo eles, a narrativa questionava a decisão do Banco Central de liquidar o Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro.
A informação foi confirmada pelo diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, em entrevista à GloboNews.
Além disso, a PF identificou publicações semelhantes feitas por outros influenciadores, que somam mais de 36 milhões de seguidores no Instagram.
Agora, os investigadores analisam se houve pagamento e coordenação entre os perfis.
Procurada, a defesa do Banco Master afirmou não ter informações sobre contratação de influenciadores para atacar o BC.
No mesmo período, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) detectou volume atípico de postagens sobre a liquidação da instituição financeira.
Segundo a entidade, houve redução significativa dessas publicações nos últimos dias.
Paralelamente, a PF mantém as investigações sobre fraudes bancárias envolvendo o Banco Master.
Saiba mais no g1.
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Foto: divulgação
