China não dorme e está de olho em Trump na eleição no Brasil
Pequim vê disputa brasileira como decisiva e monitora risco de alinhamento político com os EUA
Publicado em: 10/04/2026 às 19:55 | Atualizado em: 10/04/2026 às 20:11
A China acompanha com atenção a eleição presidencial brasileira de 2026, considerada por autoridades e analistas de Pequim como um dos eventos políticos mais relevantes entre países em desenvolvimento.
O principal receio é uma possível interferência dos Estados Unidos, especialmente sob influência de Donald Trump, e seus impactos nas relações com o Brasil.
Segundo fontes diplomáticas, há preocupação com um eventual governo alinhado ao campo bolsonarista, incluindo o nome de Flávio Bolsonaro.
A avaliação é de que um alinhamento mais próximo com Washington poderia afetar acordos estratégicos, comércio e cooperação tecnológica com Pequim.
A relação entre Brasil e China já enfrentou tensões durante o governo de Jair Bolsonaro (PL), e o temor é de que esse cenário se intensifique diante de uma nova ofensiva americana na América Latina.
Entre os pontos sensíveis estão rotas comerciais estratégicas, como portos e o Canal do Panamá, além de disputas por minerais críticos e tecnologias de inteligência artificial.
Apesar disso, autoridades chinesas afirmam que pretendem manter uma relação estável com o Brasil independentemente do resultado eleitoral.
A China segue como principal parceiro comercial brasileiro desde 2009, destino de cerca de 38% das exportações do país.
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Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República
