Por Neuton Corrêa, da redação

 

Após 33 anos, a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) poderá voltar às mãos de um militar.

O coronel da reserva Alfredo Menezes, amazonense, integrante do PSL-AM, está cotado para assumir o comando da autarquia.

A informação já circula no meio político desde a semana passada e ontem correu forte nos gabinetes do órgão em Manaus.

Além de ser do mesmo partido do presidente eleito, Jair Bolsonaro, os dois serviram juntos no Exército Brasileiro e juntos também tiveram atividades de paraquedismo, curso respeitado nos quartéis.

Pessoas que conhecem o coronel Menezes, seu nome de guerra, asseguram que o capitão e o coronel são muito próximos e mantém grau de amizade estreito porque Bolsonaro é padrinho de casamento dele.

Nas eleições deste ano, Menezes fez movimentos para tentar ser o candidato a vice-governador da chapa encabeçada pelo presidente da Assembleia Legislativa do Estado (ALE-AM), deputado David Almeida (PSB), mas as conversas não concluíram, apesar de terem se aproximado de um fim PSL-PSB, vetado pela aliança nacional socialista.

A favor dele, pesa apoio que tem do vice-presidente, general Mourão.

Caso tenha o nome confirmado a titular da Suframa, o coronel Menezes será o terceiro militar a ocupar o posto.

O primeiro foi coronel Floriano Pacheco, nomeado em 1967, e foi o fundador da Suframa; depois dele, o coronel Joaquim Pessoa Igrejas Lopes assumiu em 1983 e ficou no comando da autarquia até abril de 1985.

 

Pauderney no game

Outro nome cogitado para assumir a Suframa é o deputado federal Pauderney Avelino (DEM), que não foi reeleito, e é considerado especialista em Zona Franca de Manaus.

 

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