Indicação de Messias ao STF divide evangélicos do Amazonas
Líderes da Assembleia de Deus apoiam aliado de Lula, mas base conservadora reage com críticas
Da Redação do BNC Amazonas
Publicado em: 18/10/2025 às 17:45 | Atualizado em: 18/10/2025 às 17:48
A possível indicação do Advogado-Geral da União (AGU), Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) gerou tensão na base evangélica do Amazonas, tradicionalmente distante do governo do presidente Lula da Silva.
Messias, evangélico, é considerado o nome mais próximo de Lula entre os cotados à vaga aberta pela aposentadoria antecipada de Luís Roberto Barroso.
O apoio mais notório veio de figuras importantes do estado. O pastor Jonatas Câmara, presidente da Igreja Evangélica Assembleia de Deus no Amazonas (IEADAM), emitiu uma nota de “respeito público e cristão” à escolha de Lula.
Messias foi descrito por Jonatas Câmara como “nosso irmão em Cristo Jesus”:
“Homem preparado, forjado no conhecimento jurídico e bíblico, competente, e que, além de tantas qualidades, é um cristão evangélico autêntico”, pontuou.

O deputado federal e pastor Silas Câmara (Republicanos-AM), irmão de Jonatas, também celebrou publicamente a indicação, destacando a “trajetória pública, marcada pelo compromisso com a justiça e pelos valores cristãos” de Messias.

Descontentamento entre conservadores
O elogio das lideranças da família Câmara, historicamente próxima do ex-presidente Bolsonaro, gerou reação negativa entre parte da base conservadora.
Fiéis e internautas reagiram nas redes sociais com críticas severas, acusando o parlamentar e a Assembleia de Deus de “trair princípios cristãos” e realizar um “alinhamento com a esquerda”.
Alguns seguidores chegaram a classificar a atitude como “apoio às trevas” e ironizaram o posicionamento de Silas Câmara.
Processo de nomeação
A expectativa é que o presidente Lula anuncie formalmente a escolha de Messias. Com 45 anos, o indicado precisará passar por sabatina no Senado Federal, que decidirá pela aprovação ou rejeição. Caso aprovado, Messias poderá permanecer no STF até 2055.
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