por Neuton Corrêa, da Redação

 

Pesquisa que “mancheta” o jornal O Estado de S.Paulo neste começo de semana é mais do que suficiente para mostrar que não dá mais para esperar o presidente Jair Messias Bolsonaro (PSL) para iniciar as reuniões do Conselho de Administração da Suframa (CAS).

A reportagem diz que a indústria nacional ficou com a menor fatia do PIB do país em 70 anos e que no primeiro bimestre de 2019, 54% da indústria teve queda.

Só para lembrar, o Amazonas é um estado industrial. Sua economia, em mais de 80%, está ancorada no Polo Industrial de Manaus (PIM).

As reuniões do CAS estão paradas desde o ano passado. Deveriam ter sido retomadas em fevereiro, mas a atual gestão da Suframa decidiu inaugurar as atividades do colegiado com a presença do presidente Bolsonaro.

Enquanto isso não ocorre, o estado só colabora com o desempenho recessivo indicado na pesquisa do Instituto de Estudo para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), segundo O Estadão.

Isso porque, sem o CAS funcionando, novos projetos e ajustes de plantas industriais ficam represados, travando abertura de postos de trabalho e a entrada de novos investimentos na região.

 

PPBs parados

E o CAS parece não ser o único problema da Suframa. A publicação de novos PPBs também parou e a superintendência ficou sem equipe, porque o governo não nomeou os coronéis indicados para as superintendências adjuntas da autarquia.

Esta semana, um jornal de Brasília, o Correio Braziliense, com apoio do Tribunal de Contas da União (TCU), vai debater o modelo desenvolvimento, puxando o protagonismo do debate que deveria ser da região.

A Suframa também não está no grupo da Câmara Brasileira da Indústria 4.0, lançada na semana passada, da mesma forma como ficou fora das discussões dos PPBs da Lei de Informática, que está sendo revisada.

Apesar disso, a Superintendência da Zona Franca de Manaus tem recebido demonstração de prestígio pessoal do próprio Messias Bolsonaro, leia-se sua viagem a Israel levando consigo o superintendente Alfredo Menezes.

Essas demonstrações, porém, precisam ser transformadas em ação para que os números industriais do estado se revertam.

 

Foto: BNC