Justiça mantém prisão e assessora do prefeito de Manaus ‘desce’ a presídio

Justiça referenda custódia de Anabela e outros alvos da operação Erga Omnis; caso atinge núcleo da Prefeitura de Manaus

Justiça mantém prisão e assessora do prefeito de Manaus 'desce' a presídio

Da Redação do BNC Amazonas

Publicado em: 21/02/2026 às 19:18 | Atualizado em: 21/02/2026 às 19:22

A Justiça do Amazonas referendou, em audiência de custódia realizada neste dia 21 de fevereiro, a prisão de Anabela Cardoso Freitas e de outros investigados na operação Erga Omnis, deflagrada pela Polícia Civil do Amazonas na sexta-feira (20).

A decisão mantém os alvos sob custódia enquanto avançam as investigações sobre o suposto esquema que envolve servidores públicos de diferentes esferas.

Com o referendo da prisão, foi determinado o recolhimento de Anabela a presídio da capital, onde permanecerá à disposição da Justiça.

A medida reforça o entendimento judicial de que, neste momento, estão presentes os requisitos para a manutenção da prisão preventiva.

Anabela é apontada como assessora próxima do prefeito de Manaus, David Almeida, e atuava diretamente na organização de sua agenda oficial.

A ligação funcional com a prefeitura municipal, não negada pelo prefeito, ampliou o impacto político da operação, que já vinha provocando desgaste institucional desde o cumprimento dos mandados.

Operação e alcance

A Erga Omnis alcançou servidores vinculados à Prefeitura de Manaus, além de integrantes de outros poderes, segundo informações já divulgadas pelo comando da operação.

A investigação apura a existência de um suposto esquema do crime organizado com ramificações administrativas e possíveis reflexos na gestão pública.

A proximidade de Anabela com o gabinete do prefeito colocou o Executivo municipal no centro da crise.

No dia das prisões, David Almeida cancelou compromissos oficiais, em meio à repercussão do caso.

Repercussão política

O episódio ocorre em um momento de pré-articulação eleitoral e amplia a pressão sobre o prefeito, que já vinha sendo citado como potencial protagonista no cenário político estadual.

A manutenção das prisões e o encaminhamento da assessora ao sistema prisional tendem a prolongar o desgaste e manter o tema na pauta pública.

Até o momento, a defesa dos investigados sustenta a ausência de envolvimento em irregularidades e afirma que irá recorrer das decisões.

A prefeitura informou que acompanha o caso e aguarda o desdobramento judicial.

Com a prisão referendada e o recolhimento ao presídio, a operação Erga Omnis entra em nova fase, agora sob o crivo das próximas etapas processuais, e sob forte escrutínio político.

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Foto: reprodção