Michelle frita bananinha e leva na bandeja a Bolsonaro

Adversários não perderam tempo em colocar gasolina nas já conturbadas relações da família bolsonarista

Michelle diz ter respaldo da 'bíblia' para querer distância de Carlos Bolsonaro

Aguinaldo Rodrigues, especial para o BNC Amazonas

Publicado em: 23/02/2026 às 21:31 | Atualizado em: 23/02/2026 às 21:32

Um vídeo aparentemente trivial ganhou contornos políticos nas redes bolsonaristas: Michelle Bolsonaro fritando bananas para o marido presidiário Bolsonaro.

A cena, publicada como momento doméstico, foi rapidamente interpretada por aliados e críticos como ironia sutil dirigida ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro, conhecido entre adversários pelo apelido “Bananinha”.

A leitura ganhou força no contexto de declarações recentes do deputado Nikolas Ferreira, que afirmou publicamente que Eduardo “não está bem”, frase que ampliou rumores de desgaste interno no núcleo familiar.

SC promete

Nos bastidores, o bolsonarismo enfrenta divergências mais objetivas.

Em Santa Catarina, Bolsonaro rompeu entendimento com o governador Jorginho Mello, deixou de apoiar o senador Esperidião Amin e passou a defender uma chapa alinhada diretamente ao PL, com o vereador Carlos Bolsonaro e a deputada Carol de Toni, este o nome defendido por Michelle.

A decisão aprofundou ruídos com o presidente do partido, Valdemar Costa Neto, e expôs divergências sobre critérios de indicação e alianças regionais.

A disputa por protagonismo entre filhos de Bolsonaro e a direção partidária tornou-se mais visível.

Ironia e disputa de poder

No ambiente conturbado do bolsonarismo, símbolos importam.

A “bananinha na frigideira” foi lida por parte da militância como recado político, ainda que não verbalizado, e reforçou a percepção de que Michelle consolida influência própria dentro do grupo.

Igualmente circulam relatos de tensão sobre o futuro da liderança de Bolsonaro, com aliados apontando desconforto quanto à centralidade de Flávio Bolsonaro em eventual projeto nacional.

Nada é assumido publicamente, mas os sinais de desalinhamento se acumulam.

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Sinais do racha

•⁠ ⁠Episódios simbólicos ganham leitura política

•⁠ ⁠Declarações públicas revelam desconforto interno

•⁠ ⁠Divergências sobre chapas estaduais no PL

•⁠ ⁠Disputa familiar por protagonismo

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Entre metáforas culinárias e embates partidários, o bolsonarismo atravessa fase de tensão e reorganização.

O que poderia ser apenas um gesto doméstico acabou servindo como ingrediente adicional en uma disputa que já vinha fervendo nos bastidores.

Foto: reprodução/Instagram

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