Prefeito responsabiliza governo pela crise no transporte coletivo de Manaus
Renato Júnior acusou frontalmente a gestão do União Brasil de Wilson Lima e Roberto Cidade
Da Redação do BNC Amazonas
Publicado em: 21/07/2026 às 14:24 | Atualizado em: 21/07/2026 às 14:24
O prefeito de Manaus, Renato Magalhães Júnior (Avante), responsabilizou nesta terça-feira (21 de julho) o Governo do Amazonas pela crise no transporte coletivo da capital.
Em entrevista à imprensa, ele afirmou que a paralisação dos rodoviários foi provocada pela falta de repasses ao Passe Livre Estudantil e acusou a gestão do União Brasil, conduzida pelo ex-governador Wilson Lima e pelo atual governador Roberto Cidade, de descumprir obrigações financeiras com o sistema.
Segundo Renato Júnior, a Prefeitura de Manaus investiu R$ 84 milhões no transporte coletivo em 2026, enquanto o Estado não fez nenhum repasse neste ano.
“O governo do estado em 2026, no ano que nós estamos aqui, não mandou um centavo para o transporte coletivo, para o passe livre estudantil dos alunos do governo do estado.”
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Críticas à gestão estadual
Renato Júnior afirmou que o Estado acumula uma dívida de R$ 44 milhões com o município e ainda não quitou 40% do valor previsto em uma liminar referente a 2025.
“O governo do estado do Amazonas deve R$ 44 milhões. Olha o número 44. Por incrível que pareça, se você somar todos os valores dá 44. O número do calote.”
Ele também atribuiu a crise à gestão do ex-governador, Wilson Lima.
“É a continuação do Wilson Lima. O Wilson Lima não pagou ano passado o passe livre estudantil, ficou devendo.”
Na entrevista, o prefeito criticou Cidade, a quem chamou de sucessor político de Lima, e afirmou que o governador prioriza a pré-campanha em vez da administração do Estado.
“Governador Roberto Cidade senta na cadeira. A cadeira de governador está vazia, não tem ninguém sentado. Chega de brincadeira, se apresenta como pré-candidato, não tem nenhum problema. Agora cumpra pelo menos uma liminar que foi deferida pela Justiça.”
Medidas
Para reduzir os impactos da paralisação, o prefeito informou que uma decisão da Justiça do Trabalho garantiu a circulação de 80% da frota nos horários de pico. Também afirmou que recorrerá ao Tribunal de Justiça e ao Tribunal de Contas para cobrar os repasses e assegurar a manutenção da gratuidade aos estudantes da rede estadual.
Foto: reprodução/Facebook
