A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, tentou na tarde desta terça-feira (16), amenizar a insatisfação da equipe da Lava Jato em Curitiba, ao se reunir com procuradores, integrantes da força-tarefa, em Brasília.

Antes da reunião, segundo o portal G1, ela já sabia que o procurador José Alfredo de Paula deixaria o cargo de coordenador do grupo de trabalho da operação Lava Jato na Procuradoria-Geral da República (PGR).

Paula alega, de acordo com o G1, que Dodge foi omissa em relação às denúncias do site Intecept Brasil ao trabalho da equipe de investigação.

De acordo com a assessoria da procuradora, o encontro foi agendado para que Raquel Dodge demonstrasse apoio institucional e administrativo ao trabalho desempenhado pelos procuradores.

Ainda de acordo com a assessoria da PGR, foi discutido na reunião a publicação de reportagens pelo site The Intercept, pela revista “Veja” e pelo jornal “Folha de S.Paulo” com mensagens atribuídas a eles e ao ex-juiz e atual ministro da Justiça, Sérgio Moro.

Com base nas publicações, as mensagens demonstram que Moro orientou a atuação dos procuradores responsáveis pela Lava Jato.

A assessoria informou ainda que Dodge reforçou o compromisso de manter investigações e de defender a operação.

Interlocutores confirmaram à TV Globo que Alfredo de Paula estava insatisfeito com o ritmo de investigações na gestão de Raquel Dodge na procuradoria.

O caso da delação do empreiteiro Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, seria um exemplo.

Segundo investigadores, Alfredo de Paula reclamava da demora da procuradora-geral em enviar a colaboração para homologação pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Eles dizem que os depoimentos já estão concluídos desde fevereiro e que até agora Dodge não os enviou ao STF para validação (na foto, a procuradora em recente evento no qual recebeu o procurador nacional antimáfia e terrorismo da Itália).

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Foto: Leonardo Prado/Secom/MPF/arquivo