Candidata do Psol ao Senado pode barrar Braga na Federação PT, PCdoB e PV
O PCdoB avalia trocar o apoio à reeleição de Eduardo Braga pela candidatura de Marília Freire, alterando o cenário majoritário no Amazonas.
Iram Alfaia, do BNC Amazonas em Brasília
Publicado em: 09/03/2026 às 16:13 | Atualizado em: 09/03/2026 às 16:13
A Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) definiu nesta segunda-feira, 9 de março, a nova executiva do grupo no Amazonas. Além disso, estabeleceu-se o dia 30 de março como data para anunciar as chapas proporcionais e os apoios às candidaturas majoritárias.
O presidente estadual do PCdoB, Yann Evanovick, diz que o partido debate o apoio à candidatura de Marília Freire (Psol) e o de Marcelo Ramos (PT) ao Senado.
Caso prevaleça essa proposta, o senador Eduardo Braga (MDB) não teria apoio do grupo a sua reeleição e ficaria de fora do palanque do presidente Lula da Silva no Amazonas.
“A novidade que nós incorporamos como possibilidade de discussão para o Senado o nome da Marília Freire, que é pré-candidata da Federação Rede e Psol que procurou a direção do PCdoB para buscar o nosso apoio”, explica Yan.
Em 2022, a pré-candidata também disputou o Senado. Ela é oficial de justiça e militante dos direitos humanos, das mulheres e pelos direitos da população LGBTQIA+.
“O PCdoB considera apoiar a candidatura da Marília para o Senado. E vamos discutir a situação do candidato ao Senado Marcelo Ramos, porque o PT precisa formalizar o nome dele”, explica.
O deputado estadual Sinésio Campos (PT), diz que o único nome consensual no grupo é o do senador Omar Aziz (PSD), pré-candidato ao governo.
“Penso que está pacificado o nome de Omar. Ele é um candidato experiente, tem apoio da nossa federação nacional, do presidente Lula e será nosso palanque nacional”, disse o deputado estadual Sinésio Campos, que passou a presidir o grupo.
“O apoio ao Eduardo Braga será colocado e vamos decidir no dia 30”, esclarece Sinésio não descartando a chapa Baga e Marcelo ao Senado.
Para a Sinésio, são vários nomes em debates nos três partido que serão apresentados e evitou comentar os mais prováveis.
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A presidência da federação em todo o Brasil saiu do PV para o PT. Desse modo, na condição de presidente estadual do PT, Sinésio assumiu a direção do grupo.
Evanovick e o presidente do PV, deputado estadual Carlinhos Bessa, estão na executiva.
Foto: Divulgação
