Neuton Corrêa, da redação

 

O governador Wilson Lima (PSC) deverá enviar à Assembleia Legislativa do Estado (ALE-AM), em fevereiro, uma mensagem recriando a Comissão de Ética do Governo.

A proposta está sendo preparada pela Controladoria-Geral do Estado, apurou nesta quarta-feira, dia 23, o BNC AMAZONAS.

A ideia é que o colegiado funcione nos moldes e finalidade de quando foi criada, em 2004, na gestão do ex-governador Eduardo Braga (MDB).

Apesar de não ter funcionado como foi anunciada, para fiscalizar o governo e servidores públicos, principalmente o alto escalão, o colegiado era composto por nove integrantes, que não recebiam nenhum pagamento pelo controle.

Os escolhidos eram considerados notáveis na sociedade.

Quando foi criada, a Controladoria-Geral do Amazonas, à época, era comandada pelo hoje ministro do Superior Tribunal de Justiça Mauro Campbell.

Primeiro escândalo Braga

A comissão havia sido resposta aos primeiros escândalos da gestão do ex-governador: o supersalário que pagava a seu irmão e a operação na venda de um terreno no bairro Santa Etelvina, Zona Norte.

Sobre esse terreno, Braga chegou a ser denunciado no inquérito 3.636, no STF, pelas suspeitas que pesavam sobre o negócio.

É que o terreno foi comprado pela empresa Columbia Engenharia por R$ 400 mil e dois meses depois desapropriada pelo estado no valor de R$ 13,1 milhões.

Esquecida

Ainda no governo Eduardo Braga, a Comissão de Ética perdeu importância, sobretudo no segundo mandato, mas politicamente foi extinta nos governo Omar Aziz (PSD), José Melo (Pros), David Almeida (PSB) e Amazonino Mendes (PDT), que não a formalizaram legalmente.

 

Foto: BNC AMAZONAS