SUS começa troca de insulina e amplia acesso a tratamento mais moderno
Projeto-piloto beneficia crianças e idosos com diabetes e pode alcançar todo o país nos próximos anos.
Publicado em: 29/05/2026 às 08:39 | Atualizado em: 29/05/2026 às 08:42
Uma mudança gradual no tratamento da diabetes começou a ser implantada no Sistema Único de Saúde (SUS). O Ministério da Saúde iniciou um projeto-piloto para substituir parte do uso da insulina NPH pela insulina glargina, considerada mais moderna e com ação prolongada.
Nesta primeira etapa, a medida atende crianças e adolescentes de até 17 anos com diabetes tipo 1 e idosos com 80 anos ou mais diagnosticados com diabetes tipo 1 ou tipo 2.
A iniciativa está em andamento nos estados do Amapá, Paraíba, Paraná e no Distrito Federal. A expectativa é beneficiar mais de 50 mil pessoas nesta fase inicial.
Segundo o Ministério da Saúde, cada paciente passará por avaliação individual antes da substituição do medicamento. A Atenção Primária seguirá como porta de entrada para o acompanhamento e ajuste dos tratamentos.
A principal diferença da glargina é a duração do efeito. Enquanto a insulina NPH costuma exigir mais de uma aplicação diária, a nova versão pode atuar por até 24 horas, permitindo, em muitos casos, apenas uma aplicação por dia.
O governo também destaca que a medida busca ampliar o acesso a um tratamento que, na rede privada, pode custar cerca de R$ 250 a cada dois meses.
Os resultados do projeto-piloto serão usados para definir um cronograma de expansão nacional da nova insulina nos próximos anos.
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Foto: divulgação
