Aposta na internet é maior que na TV para partidos em 2018
Publicado em: 05/11/2017 às 09:39 | Atualizado em: 05/11/2017 às 09:43
Ainda sem alianças formalizadas para disputar a eleição presidencial em 2018, Jair Bolsonaro (PSC) e Marina Silva (Rede) podem reviver os apuros de Enéas Carneiro (1938-2007) há quase 30 anos no que diz respeito ao tempo de TV.
Em 1989, Enéas tinha 15 segundos a cada bloco e ele o aproveitava com um discurso acelerado e invariavelmente encerrado com o bordão “meu nome é Enééééas”. A Folha de S. Paulo projeta Marina com 12,8s e Bolsonaro com apenas 10s. Sem alianças expressivas, a alteração no cálculo de tempo será mínima.
No entanto, os partidos já possuem a saída para compensar a comunicação direta com o eleitor: a internet. Um discurso comum dos pré-candidatos com pouco tempo é o de que a televisão tem importância decrescente em decorrência da popularização das redes sociais.
E com a permissão do impulsionamento de conteúdo aprovado pela reforma política, o alcance de seguidores pode ser potencializado em milhões.
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Fotomontagem: Folha.
