EUA enviam maior porta-aviões ao Caribe em tensão com Venezuela

Decisão é vista como provocação em meio ao confronto entre Trump e Maduro

Um vilão da guerra e dos crimes contra a democria e a humanidade

Da Redação do BNC Amazonas

Publicado em: 24/10/2025 às 16:28 | Atualizado em: 24/10/2025 às 16:28

Em meio ao aumento das tensões diplomáticas e militares com a Venezuela, O secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, ordenou nesta sexta-feira (24) o envio de um grupo de ataque naval ao mar do Caribe.

A operação inclui o porta-aviões USS Gerald Ford, o maior e mais avançado do mundo, acompanhado por navios de guerra e aeronaves de combate. Como informa o g1.

De acordo com o Pentágono, o grupo de ataque USS Gerald Ford foi destacado para a região da América Latina com o objetivo de “reforçar a segurança e a estabilidade no Hemisfério Ocidental”.

O conjunto é formado pelo porta-aviões USS Gerald Ford, três destróieres — USS Mahan, USS Bainbridge e USS Winston Churchill —, três esquadrões de caças F-18 e dois esquadrões de helicópteros de ataque MH-60, além de veículos de monitoramento e suporte.

As novas embarcações e aeronaves reforçam a já expressiva presença militar norte-americana no Caribe, onde os Estados Unidos mantêm navios de guerra, jatos de combate, helicópteros de operações especiais e bombardeiros estratégicos.

O USS Gerald Ford, incorporado à frota americana em 2017, é considerado o porta-aviões mais moderno e tecnologicamente avançado já construído pela Marinha dos EUA.

Ainda segundo a informação, com capacidade para operar até 90 caças e helicópteros, a embarcação dispõe de uma pista de pouso e decolagem de alta tecnologia e sistemas automatizados que aumentam a eficiência operacional em missões prolongadas.

O envio do grupo de ataque ocorre em um momento de acirramento das tensões entre os governos de Donald Trump e Nicolás Maduro. A medida repercutiu fortemente na imprensa dos Estados Unidos, que classificou o movimento como uma “escalada expressiva” e uma “grande expansão da campanha militar de pressão contra a Venezuela”.

Conforme a agência Reuters, houve um “drástico aumento” no número de tropas e aeronaves norte-americanas na região latino-americana nos últimos dias, o que intensifica a percepção de que Washington adota uma postura mais agressiva diante de Caracas.

Em nota, o porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, afirmou que a presença reforçada das forças americanas “aumentará a capacidade dos EUA de detectar, monitorar e interromper atores e atividades ilícitas que comprometem a segurança e a prosperidade do território norte-americano e a estabilidade no Hemisfério Ocidental”.

Portanto, a movimentação militar amplia a tensão na região e coloca novamente o Caribe como palco de disputas estratégicas entre Washington e Caracas, reacendendo temores de um confronto direto entre as duas nações.

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