Flávio e Eduardo Bolsonaro negam irregularidades em inquérito sobre ‘Dark Horse’
Defesa afirma que repasses milionários de Vorcaro foram legais e destinados exclusivamente à produção cinematográfica nos EUA.
Da Redação do BNC Amazonas
Publicado em: 24/07/2026 às 07:24 | Atualizado em: 24/07/2026 às 07:28
Diante do inquérito aberto no Supremo Tribunal Federal (STF) para apurar repasses do ex-banqueiro Daniel Vorcaro ao filme “Dark Horse” (“Azarão”), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) rebatem as suspeitas de que os valores tenham financiado despesas pessoais ou condutas ilícitas no exterior.
A defesa dos parlamentares sustenta que a operação teve caráter estritamente privado, voltada ao financiamento do documentário sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Em transmissão ao vivo, Flávio disse respeitar a Polícia Federal, mas criticou a condução do caso pela atual gestão da corporação, classificando a investigação como “desproporcional” e fruto de uma “atmosfera de perseguição”.
O senador explicou que os repasses do ex-dono do Banco Master (Daniel Vorcaro) foram direcionados a um fundo específico de produção audiovisual sediado nos Estados Unidos, com estrutura jurídica própria e devida fiscalização, negando a insinuação de que qualquer recurso tenha sido desviado para o irmão.
Eduardo Bolsonaro também rechaçou as hipóteses levantadas pela apuração da PF e da Procuradoria-Geral da República (PGR).
O ex-deputado chamou de “tosca” a suspeita de que os fundos teriam custeado sua permanência em solo norte-americano, pontuando que apenas cedeu os direitos de imagem para o filme e não exerceu cargo de gestão no fundo. Eduardo reforçou que já comprovou a origem legal dos seus recursos às autoridades de imigração dos Estados Unidos.
Entenda o caso
O inquérito, sob relatoria do ministro André Mendonça, investiga se os cerca de R$ 61 milhões repassados por Vorcaro configuram crimes como evasão de divisas, lavagem de dinheiro e corrupção. As diligências da PF devem avaliar a motivação real dos envios, a participação de empresários e holdings norte-americanas, e se houve destinação de emendas parlamentares em favor de negócios do ex-banqueiro.
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Foto: reprodução/Instagram
