O procurador da República Deltan Dallagnol, que coordena a força-tarefa da Lava Jato, disse que o movimento de reação às investigações da operação é igual ao que aconteceu na Itália, com a operação Mãos Limpas.

Na Europa, as investigações apontaram ligações da máfia com partidos políticos, nos anos 90.

Para Dallagnol, a tentativa no Brasil é de tirar credibilidade da operação. Ele se referia também à ação de hackers na invasão a celulares de autoridades.

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Dallagnol fala de Gilmar Mendes e STF

As conversas vazadas, para o procurador, têm origem criminosa e estão sendo usadas de modo descontextualizado.

E são, segundo ele, “reação contra as investigações que atingiram pessoas poderosas e interesses poderosos”.

A corrupção reagiu, segundo o procurador. “Tivemos a expectativa de que a Justiça poderia se impor e poderia dobrar o sistema de corrupção. Esse sistema foi dobrado, mas não foi quebrado”, disse.

Dallagnol vê as conversas como fofocas, e não as reconhece.

“Não surgiu um ato que foi apontado até agora como ilegal, como ilícito ou ilegítimo. O que vemos é muita fofoca, muita criação de polêmica em cima de descontextualizações, deturpações feitas a partir de mensagens de origem criminosa”.

O procurador nega que a Lava Jato tenha investigado os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli e Gilmar Mendes.

“Não existe nenhum ato. Essas acusações não têm base na realidade”. Questionado se a força-tarefa investigou autoridades com prerrogativa de foro privilegiado, Dallagnol disse que, nesses casos, o material coletado sempre foi encaminhado ao STF e à PGR, as autoridades competentes para tratar do assunto.

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Foto: José Cruz/Agência Brasil