Lula libera ministros para disputar eleições de 2026
Presidente afirma que integrantes do governo que decidirem concorrer a cargos eletivos devem se afastar “sem constrangimentos” e ironiza justificativas usadas para deixar o cargo
Da Redação do BNC Amazonas
Publicado em: 17/12/2025 às 15:50 | Atualizado em: 17/12/2025 às 15:51
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sinalizou, nesta quarta-feira (17), que pretende liberar ministros interessados em disputar as eleições de 2026.
A declaração foi feita durante a abertura da última reunião ministerial do ano, realizada no Palácio do Planalto, e foi interpretada como um gesto de acomodação política dentro do governo. A informação é do Congresso em Foco.
Segundo Lula, os auxiliares que decidirem deixar o cargo para concorrer a funções eletivas não enfrentarão obstáculos por parte do Planalto.
“Eu vou ficar muito feliz que aqueles que tiverem de se afastar, se afastem. E, por favor, ganhem o cargo que vão disputar, não percam”, afirmou o presidente, em tom descontraído.
Ao comentar o tema, Lula também ironizou os diferentes argumentos apresentados por ministros para justificar a permanência ou a saída do governo. De acordo com ele, há quem resista a deixar o cargo, enquanto outros encontram rapidamente razões para se afastar.
“Quando você tem um ministro, ele chora: ‘Por que eu?’. Quando aquele quer sair, ele encontra todos os argumentos necessários para sair e joga a responsabilidade em cima do povo. ‘O povo quer que eu saia, a base está fazendo pressão, meu Estado está exigindo’”, disse.
A fala do presidente ocorre em meio às articulações políticas que já começam a desenhar o cenário eleitoral de 2026, tanto nos estados quanto no Congresso Nacional.
Assim, a liberação antecipada de ministros pode abrir espaço para ajustes na equipe e fortalecer alianças regionais, além de permitir que possíveis candidatos se desincompatibilizem dentro do prazo legal.
Assim sendo, a expectativa é que, ao longo de 2025 e início de 2026, o governo intensifique discussões internas sobre a reforma ministerial, considerando tanto a governabilidade quanto o reposicionamento político de partidos aliados para o próximo ciclo eleitoral.
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Foto: Ricardo Stuckert/PR
