O massacre do Compaj, em Manaus, foi uma tragédia anunciada. Os presídios do Amazonas, como quase todos do país, oferecem as condições ideais para ocorrências desse tipo, segundo entendem especialistas em segurança pública consultados pela Folha.

São elas: superlotação, condições precárias de instalações e domínio do local por facções criminosas.

Todos esses problemas já foram apontados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e constam do relatório do Comitê de Prevenção e Combate à Tortura, que visitou o Complexo Penitenciário Anísio Jobim no início do ano passado.

Agentes penitenciários não exercem nenhum domínio sobre os presos, de acordo com os inspecionadores dos presídios. É um sistema absolutamente falido o atual modelo, na análise de especialistas.

Outro problema detectado no Amazonas é que 58% dos presos são provisórios, segundo dados do Departamento Penitenciário Nacional, o Depen, ligado ao Ministério da Justiça. Ou seja, que ainda não foram julgados pela Justiça.

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Foto: Reprodução/Folha