As Forças Armadas não querem ser incluídas na reforma da Previdência ou que as regras para os militares sejam diferenciadas. O projeto, que altera o sistema de aposentadorias de trabalhadores civis, causa rumor nas forças federais.

A reforma da Previdência é uma das prioridades do governo Jair Bolsonaro.

Militares no alto escalão defendem que as regras para a categoria devem continuar diferenciadas porque a carreira exige sacrifícios e dedicação exclusiva, conforme publica o site MSN, citando o Estadão.

Com o avanço do debate sobre a Previdência, o dilema entre garantir o atual modelo dos militares ou “dar exemplo” está cada dia mais presente.

O vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, foi o primeiro militar do governo a admitir que as Forças Armadas também devem entrar na reforma.

O novo comandante do Exército, general Edson Leal Pujol (foto), por sua vez, defendeu manter as coisas como estão.

No Brasil, as regras atuais permitem que militares, homens e mulheres, sejam transferidos para a reserva com salário integral após trinta anos de serviços prestados.

As pensões para dependentes de militares falecidos são integrais, mas deixam de ser pagas aos 21 anos.

Na reforma mais recente, feita em 2001, ficou extinta a pensão vitalícia para filhas de militares a partir daquela data.

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, Mourão afirmou que a proposta que modificará as regras das aposentadorias no Brasil deve incorporar o aumento da exigência do tempo de contribuição da categoria, de trinta para 35 anos, além do pagamento de contribuição por parte das pensionistas.

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Foto: Valter Campanato/ABr