PGR pede condenação de sete réus do ‘núcleo 4’ da trama golpista
PGR destacou que os réus atuaram para fragilizar a confiança no sistema eleitoral e pressionar as Forças Armadas a apoiar um golpe de Estado.
Da Redação do BNC Amazonas
Publicado em: 04/09/2025 às 16:03 | Atualizado em: 04/09/2025 às 16:03
A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu, nesta quarta-feira (3), a condenação dos sete réus apontados como integrantes do chamado “núcleo 4” da trama golpista investigada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
O grupo é acusado de disseminar desinformação contra urnas eletrônicas e instituições democráticas, além de organizar ataques virtuais contra militares que se recusassem a aderir ao plano de ruptura institucional. Como informa o site Notícias ao Minuto.
Dessa forma, nas alegações finais encaminhadas ao STF, a PGR destacou que os réus atuaram de forma coordenada para fragilizar a confiança no sistema eleitoral e pressionar as Forças Armadas a apoiar um golpe de Estado.
Conforme a denúncia, eles respondem por organização criminosa armada, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
Quem são os réus do núcleo 4
- Ailton Moraes Barros – ex-major do Exército;
- Ângelo Martins Denicoli – major da reserva do Exército;
- Carlos César Moretzsohn Rocha – ex-presidente do Instituto Voto Legal;
- Giancarlo Gomes Rodrigues – subtenente do Exército;
- Guilherme Marques de Almeida – tenente-coronel do Exército;
- Marcelo Araújo Bormevet – policial federal;
- Reginaldo Vieira de Abreu – coronel do Exército.
Nesse sentido, o grupo faz parte do conjunto de ações penais abertas no STF a partir do inquérito das milícias digitais e dos atos de 8 de janeiro de 2023.
Assim sendo, a PGR sustenta que eles tiveram papel relevante na engrenagem que buscava minar o processo eleitoral e estimular um ambiente favorável à ruptura democrática.
Agora, portanto, os ministros da Corte devem avaliar o pedido de condenação. Não há prazo definido para a conclusão do julgamento.
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Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
