‘São traficantes’, diz mãe de influenciadores de jogos de apostas das bets

Ela perdeu o filho que se viciou em apostar nos jogos de azar

Publicado em: 03/07/2026 às 17:11 | Atualizado em: 03/07/2026 às 17:11

A morte de Rafael Borges Amaral, de 26 anos, após desenvolver um vício em apostas online transformou a vida da professora Vânia de Souza Borges em uma luta por responsabilização.

Moradora de Uberlândia (MG), ela defende que influenciadores que promovem plataformas de bets respondam na Justiça pelos danos causados aos apostadores e compara a atuação deles ao tráfico de drogas.

Segundo Vânia, o filho passou de um jovem trabalhador e financeiramente organizado a uma rotina marcada pelo isolamento, madrugadas em frente ao celular, venda de bens e mudanças de comportamento.

A família tentou convencê-lo a abandonar as apostas, mas, após meses de dependência, Rafael tirou a própria vida.

Sem conseguir respostas da Polícia Civil e do Ministério Público, a professora levou o caso à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Bets, em 2024. O relato, porém, foi arquivado após o relatório final da comissão ser rejeitado pelo Senado.

Enquanto busca justiça, Vânia alerta para o crescimento do mercado de apostas no país e critica a publicidade feita por influenciadores digitais, que, segundo ela, transmite uma falsa ideia de enriquecimento fácil.

Dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) apontam que os brasileiros movimentaram cerca de R$ 360 bilhões em apostas online no último ano.

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Foto: Bruno Peres/Agência Brasil