Tarcísio repete o que massa bolsonarista quer ouvir mirando 2026
Governador de São Paulo assumiu o protagonismo em ato bolsonarista na Paulista, defendendo anistia total, atacando o STF e reforçando apoio a Jair Bolsonaro.
Publicado em: 07/09/2025 às 16:56 | Atualizado em: 07/09/2025 às 16:57
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), foi a principal liderança política no ato bolsonarista realizado neste domingo (7/9) na Avenida Paulista. Em discurso de cerca de 15 minutos, ele defendeu uma anistia “ampla e irrestrita” aos envolvidos no 8 de janeiro, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e afirmou que não há provas que sustentem sua condenação.
Jogando para o bolsonarismo, criticou o Supremo Tribunal Federal (STF) e chamou Alexandre de Moraes de “ditador” e disse que o país não aguenta mais a “tirania” de um ministro.
Ele entoou a narrativa da direita e afirmou que o julgamento de Bolsonaro se baseia em “narrativas frágeis” e em uma delação “mentirosa” de Mauro Cid.
O governador também comparou a atual proposta de perdão à Lei da Anistia de 1979 e destacou que “os mesmos que hoje gritam contra a anistia já se beneficiaram dela no passado”, demonstrando uma desinformação deliberada ou desconhecimento do conexto de 1979.
Em outro momento, Tarcísio cobrou diretamente de Hugo Motta (Republicanos-PB), presidente da Câmara, que coloque a proposta em votação.
Para ele, somente a anistia poderá devolver ao país a “justiça e a conciliação”, além de permitir que Bolsonaro dispute as eleições de 2026.
Embora reafirme publicamente que buscará a reeleição em São Paulo, Tarcísio tem se projetado nacionalmente e é visto como o nome mais competitivo da direita caso Bolsonaro permaneça inelegível. Lula, por sua vez, já declarou que enxerga o governador paulista como seu provável adversário em 2026.
O ato contou também com a presença da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que acompanhou Tarcísio no palanque.
O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, reforçou que o partido não tem “plano B” e exibiu um boneco inflável de Bolsonaro como símbolo de sua candidatura.
A manifestação teve ainda críticas a Lula, pedidos de impeachment de Alexandre de Moraes e a exibição de uma bandeira dos Estados Unidos em frente ao Masp.
Faixas e cartazes pediam “anistia já” e “fora Moraes”.
O evento reuniu apoiadores em São Paulo e em outras capitais, como Brasília e Rio de Janeiro, onde parlamentares do PL também defenderam anistia total.
Com a presença de lideranças como Romeu Zema (Novo-MG), Jorginho Mello (PL-SC) e parlamentares bolsonaristas, o ato consolidou Tarcísio como a principal voz da direita neste 7 de setembro, em meio ao julgamento de Bolsonaro e de outros réus por tentativa de golpe.
Foto: reprodução YouTube CNN Brasil
