Tempo de delicadezas

Publicado em: 23/09/2008 às 00:00 | Atualizado em: 23/09/2008 às 00:00

Eu tenho uma saudade generosa
Nos bolsos da camisa,
Anotações rabiscadas no
Guardanapo de papel
Para me despir frente ao sorriso
Do meu amado
Batendo à porta.
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Há quanto tempo não sei de ti
Dos teus sinais, encantos e sorrisos,
E tua espontaneidade, a quem entregas?
Há quanto tempo estão perdidos meus versos
Nessa estrada infinita de te querer…

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Vou quebrar os vidros
Do teu coração
Pra te pegar com as mãos.

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Estendo meus braços ao sol
Para secar a saudade de ti…
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Desse amor, guardarei os risos
que não escaparam pelas portas
cada vez que nos derretemos…
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Meus olhos encheram-se
de pássaros.
Vôo no adormecer.
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Meu amor por ti nunca acaba
Está guardado no amanhã.
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Quando ficar sem você
Vou partir para o deserto
E inspirada,
Cantarei como as cigarras,
Rasgando o silêncio da minha saudade
Pra espantar as lágrimas
Que não mereces.
Não olhaste nos meus olhos
Para dizer que ias…

Ana Celia Ossame

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