Marina diz que Temer faz acordo e entrega Amazônia a grileiros

Publicado em: 27/08/2017 às 15:51 | Atualizado em: 27/08/2017 às 15:51

A ex-senadora Marina Silva se mostrou indignada com o decreto presidencial que pôs fim a área de conservação entre os estados do Pará e Amapá.

Ela criticou, em vídeo postado em suas redes sociais na sexta-feira (25), o decreto do presidente Michel Temer que extinguiu a área do tamanho do estado do Espírito Santo.

Marina chama as ações do governo de “negociatas” e afirma que o país está entregando terras da Amazônia para a grilagem.

Temer extinguiu na última quarta-feira (23), na Amazônia, de 47 mil metros quadrados de floresta preservada, conhecida como Renca (Reserva Nacional de Cobre e seus Associados).

A região possui reservas minerais de ouro, ferro e cobre.

“O presidente Temer, vergonhosamente, com uma canetada, extingue a Reserva Nacional do Cobre”, afirmou a candidata derrotada na eleição presidencial de 2014.

 

 “Negociata”

Marina considerou que o decreto é parte de negociações do governo com o Congresso em busca de apoio.

A ex-senadora lembrou a votação na Câmara dos Deputados que barrou a denúncia por corrupção contra Temer.

Para a ex-senadora, o governo se envolve em “negociatas” com a base no Congresso em troca de apoio.

“Antes, se fazia decreto para criar unidade de conservação, terra indígena, para proteger recursos naturais. Agora estão fazendo decreto para acabar com o que foi feito em governos anteriores”, afirmou.

 

 Na defesa

O governo, por sua vez, tem tentado se defender das críticas sobre o tema.

Na sexta-feira, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse que há uma confusão no caso.

“Os fatos estão sendo retratados de forma inverídica”, disse Padilha ao Broadcast Político do Estadão.

Segundo ele, a medida assinada por Temer tem como objetivo regularizar uma situação que já acontecia na reserva.

“Antes ela era destinada apenas à exploração de cobre, mas clandestinamente exploravam outros minerais, como ouro. A medida não abre nenhuma área de exploração nova, apenas regulamenta as que hoje já acontecem de forma clandestina”, explicou.

Na quinta-feira, após a modelo brasileira Gisele Bündchen criticar o decreto assinado por Temer por extinguir a Renca, a Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República emitiu uma nota para esclarecer o ato do presidente.

Fonte: Veja e Estadão

 

Foto: Veja