Deputada no Amazonas ainda segue cartilha de Bolsonaro contra covid e vacina
Débora Menezes chama de “absurdo” termo escolar que condiciona matrícula à imunização
Da Redação do BNC Amazonas
Publicado em: 01/09/2025 às 09:41 | Atualizado em: 01/09/2025 às 09:41
A deputada estadual Débora Menezes (PL) reacendeu, na última sexta-feira (29 de agosto), a retórica bolsonarista contra a vacinação infantil ao criticar um documento distribuído em escola de Manaus que condiciona a matrícula de crianças à imunização contra a Covid-19.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Menezes afirmou que o texto obriga os pais a vacinarem os filhos, ameaça denunciá-los ao Conselho Tutelar e ao Ministério Público e ainda prevê restrição de acesso às salas de aula para não vacinados.
“Esse documento, ele obriga os pais a vacinarem os seus filhos pequenos contra a Covid-19 e ainda ameaça a denunciar pais e mães ao Conselho Tutelar e ao Ministério Público caso eles não vacinem essas crianças. Além do mais, aqui também deixa claro que as crianças que não forem vacinadas não vão ter acesso à escola”, declarou.
Chamando a medida de “verdadeiro absurdo”, a parlamentar disse ter protocolado pedido de explicações na Secretaria de Educação e lembrou que, no fim de 2023, apresentou projeto de lei para impedir a obrigatoriedade da vacina em crianças de 0 a 5 anos.
A postura de Menezes contrasta com a legislação federal. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) estabelece a obrigatoriedade da vacinação infantil quando indicada por autoridades sanitárias, e o Supremo Tribunal Federal já validou medidas indiretas de exigência, como restrições em escolas.
Ao incluir a vacina contra a Covid-19 no calendário do Programa Nacional de Imunizações, o Ministério da Saúde equiparou a dose às vacinas tradicionais, como sarampo e poliomielite, também obrigatórias.
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Foto: Reprodução/Vídeo
