No Dia da Independência, eles clamaram por dependência
Manifestantes exibem bandeira dos EUA no 7 de Setembro e contradizem discurso de “deus, pátria e família”.
Neuton Corrêa, da Redação do BNC Amazonas
Publicado em: 08/09/2025 às 08:40 | Atualizado em: 08/09/2025 às 08:49
Estender a bandeira dos Estados Unidos no 7 de Setembro foi afronta, mas também só mais uma contradição do discurso fascista “deus, pátria, família e liberdade”.
A bandeira dos Estados Unidos (EUA) nos atos do Dia da Independência do Brasil irresignou brasileiros, os mesmos que começam a sentir os prejuízos do tarifaço do presidente Donald Trump contra os produtos brasileiros.
A forma de se manifestar assim faz lembrar do dito popular que diz:
“Quem baixa as calças demais, o fundo aparece”.
Assujeitar-se ao império é se humilhar ao algoz, sem honra.
Nenhuma causa pode justificar o gesto, a não ser pelo desejo de provocar, afrontar.
Aí, sim, nesse sentido, é possível compreender o bandeiraço norte-americano ante ao tarifaço.
E, nesse caso, provocar, causar instabilidade no país.
Para eles, isso vale mais, ainda que seja a negação do discurso fascista.
Eles têm reiterado que liberdade que lhes interessa é a deles, e não a do povo; a família que defendem é a deles; e pátria que desejam é a que fica de quatro em troca de favor pessoal.
O Brasil é muito maior do que uma família. A elite que a apoia se locupleta da desgraça do povo. O sentido de nação livre não passa nem nunca deve passar por humilhação.
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