11 de setembro vai marcar Trump e Bolsonaro na história
Coincidência de data associa ultradireitistas por fatos históricos nos EUA e, hoje, no Brasil.
Da Redação do BNC Amazonas
Publicado em: 11/09/2025 às 11:42 | Atualizado em: 11/09/2025 às 11:42
O 11 de setembro, data que há mais de duas décadas simboliza uma das maiores tragédias dos Estados Unidos, o ataque às Torres Gêmeas, em 2001, pode ganhar um novo capítulo com forte peso político e simbólico.
No Brasil, a sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) de hoje pode condenar Bolsonaro pela tentativa de golpe de Estado. Com o placar desfavorável de 2 a 1, ele pode ter condenação confirmada por votos de dois ministros.
Dessa forma, o 11 de setembro vai reforçar a ligação entre Bolsonaro e Donald Trump.
A conexão não é apenas cronológica. Ambos se projetaram como líderes da ultradireita, desafiaram instituições democráticas e enfrentam acusações de incitar movimentos que colocaram suas democracias à prova.
Enquanto Trump responde na Justiça norte-americana por seu papel na invasão do Capitólio, Bolsonaro está no banco dos réus no STF por incitar e articular intentona golpista.
“A simbologia dessa coincidência pode reforçar a percepção de que parte da extrema direita mundial age em rede, com estratégias semelhantes e riscos semelhantes à estabilidade democrática”, avalia um cientista político.
Camadas de simbolismo
Nos Estados Unidos, o 11 de setembro carrega memórias de luto, unidade nacional e políticas externas que redefiniram o país.
No Brasil, o mesmo dia pode passar a simbolizar a condenação judicial de um ex-presidente que tentou destruir o sistema democrático.
A eventual condenação de Bolsonaro não encerra apenas um julgamento: pode definir seu futuro político, interditar sua candidatura e fixar um marco simbólico de enfrentamento à extrema direita no Brasil.
Assim como o 11 de setembro de 2001 alterou os rumos da história norte-americana, o 11 de setembro de 2025 pode entrar para a história brasileira.
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Foto: Alan Santos/PR
