Ex-diretor da PF é preso por esquema milionário de mineração
Mensagens revelam atuação em fraudes de licenças ambientais e lucro de R$ 30 milhões
Da Redação do BNC Amazonas
Publicado em: 18/09/2025 às 15:27 | Atualizado em: 18/09/2025 às 15:27
O delegado Rodrigo de Melo Teixeira, ex-diretor de Polícia Administrativa da Polícia Federal, foi preso nesta quarta-feira (17 de setembro) acusado de envolvimento em um esquema de corrupção e organização criminosa voltado a fraudar licenças ambientais em áreas de mineração.
Relatórios da PF em Minas Gerais indicam que Teixeira poderia lucrar R$ 30 milhões com a operação. Ele foi detido após a revelação dos ganhos potenciais.
Mensagens revelam participação ativa no esquema
Mensagens interceptadas mostram que o delegado participava de grupos das empresas investigadas, coordenando reuniões, redigindo minutas contratuais e definindo valores e cláusulas. Mesmo ocupando cargo público, orientava empresários sobre atos societários e bancários.
O relatório aponta ainda que Teixeira sugeria “pessoas de confiança” para cargos no estado, incluindo indicações para a Superintendência da PF, com o objetivo de controlar investigações. Antes de ir para Brasília, já havia sido superintendente da PF em Minas Gerais.
A PF também descobriu que o delegado era sócio oculto da empresa de sua esposa, respondendo por 95% das mensagens do grupo e tratando de documentos e procurações com mineradoras. A empresa não tinha funcionários registrados e funcionava no endereço de uma clínica de estética da esposa.
Investigado desde janeiro de 2023, Teixeira foi ouvido informalmente em setembro do mesmo ano, negando qualquer vínculo com a empresa ou mineradoras e afirmando nunca ter usado sua posição para beneficiar empresas. A PF considerou seu depoimento inconsistente e solicitou prisão preventiva, autorizada pela Justiça.
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Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
