Lula: povo manda recado ao Congresso para enterrar anistia e blindagem
Presidente avalia que manifestações pressionam Congresso a enterrar projetos de proteção a Bolsonaro e seus golpistas.
Aguinaldo Rodrigues, especial para o BNC Amazonas
Publicado em: 22/09/2025 às 08:47 | Atualizado em: 22/09/2025 às 08:52
As manifestações realizadas no domingo (21 de setembro) em diversas capitais do país foram avaliadas pelo presidente Lula da Silva como um recado direto da população ao Congresso Nacional.
Para ele, ficou claro que a sociedade não aceita a anistia aos condenados pela tentativa de golpe no Brasil, que culminou com os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 e rejeita a chamada PEC da blindagem, que busca dificultar investigações contra parlamentares.
Povo nas ruas vira o jogo
Em declaração nesta segunda-feira (22), Lula disse estar “do lado do povo brasileiro” e reforçou que os atos mostraram a indignação com tentativas de esvaziar decisões da Justiça.
“Estou do lado do povo brasileiro. As manifestações de hoje demonstram que a população não quer a impunidade, nem a anistia. O Congresso Nacional deve se concentrar em medidas que tragam benefícios para o povo brasileiro”, afirmou.
Aliados do Planalto enxergam o movimento como uma virada de clima político em Brasília, capaz de reduzir o espaço de articulação de pautas que favorecem Bolsonaro e seus golpistas condenados pelo STF (Supremo Tribunal Federal).
Congresso pressionado
Na avaliação do presidente, o Congresso deveria concentrar sua energia em medidas que gerem benefícios concretos para a população, em vez de priorizar projetos corporativos.
A mobilização popular, conforme Lula, dá respaldo à cobrança de que parlamentares enterrem definitivamente a anistia e a PEC da blindagem.
Governistas ganham fôlego
Noticiários próximos ao governo destacaram que a adesão às manifestações fortalece a base governista e pressiona líderes da Câmara dos Deputados e do Senado a abandonarem a votação desses temas.
A leitura é que o recado popular limita manobras de bastidores e coloca em evidência o custo político de seguir adiante com projetos rejeitados pela opinião pública.
“As ruas falaram mais alto que os conchavos de Brasília. O povo brasileiro mostrou que não aceitará que a democracia seja vendida em troca de impunidade” , sintetizou aliado de Lula.
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Foto: Ricardo Stuckert / PR
