Lula critica gestores por obras paradas: ‘Deveriam ser presos’
Presidente entregou três unidades de ensino no Pará e disse que abandono de projetos é “falta de respeito ao povo”
Publicado em: 02/10/2025 às 15:29 | Atualizado em: 02/10/2025 às 18:41
O presidente Lula da Silva (PT) voltou a cobrar responsabilidade de gestores públicos nesta quinta-feira (2), durante agenda em Breves, no Pará.
Em discurso, ele afirmou que administradores que deixam obras paralisadas deveriam ser presos, chamando a prática de “irresponsabilidade”.
“Obras estão sendo inauguradas 15 anos depois. Eu, sinceramente, acho que muitos administradores públicos deveriam ser presos por irresponsabilidade porque, quando você deixa uma obra paralisada porque foi o seu adversário que começou a fazer, você não está tendo nenhum respeito pelo povo da sua cidade”, disse Lula.
Na ocasião, o presidente anunciou novos investimentos em infraestrutura educacional na Ilha do Marajó e entregou três unidades de ensino: três escolas de seis salas, uma creche pré-escola e uma quadra escolar coberta com vestiário.
Uma dessas obras havia sido iniciada em 2011 e permaneceu paralisada por anos, ao lado de mais de uma centena de empreendimentos abandonados na região.
Com recursos de R$ 126,9 milhões do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), as obras voltaram a ser executadas nesta gestão.
Atualmente, 115 empreendimentos da Ilha do Marajó estão incluídos no Pacto Nacional pela Retomada de Obras da Educação Básica. No país, 2.544 obras foram aprovadas para retomada, das quais 507 já foram concluídas.
Além da retomada de construções, a região também foi contemplada em 2024 com a primeira fase do projeto FNDE Chegando Junto, do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), que busca dar mais eficiência às políticas públicas por meio de assistência técnica e monitoramento educacional.
A agenda reforça a tentativa do governo de acelerar a entrega de obras paradas e ampliar o acesso à educação em áreas de maior vulnerabilidade social, como a Ilha do Marajó.
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Foto: Ricardo Stuckert/PR
