Sul do Amazonas: Ipaam embarga 1,6 mil hectares de terras desmatadas
Órgão aplicou R$ 5,1 milhões em multas por desmatamento e criação de gado em área embargada.
Da Redação do BNC Amazonas
Publicado em: 03/10/2025 às 09:39 | Atualizado em: 03/10/2025 às 09:41
O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) concluiu a 5ª etapa da operação Tamoiotatá, com um resultado expressivo: 1.609 hectares de áreas devastadas foram embargados, o equivalente a mais de 2,2 mil campos de futebol, em municípios do sul do estado.
A ação, encerrada no dia 30 de setembro, também aplicou R$ 5,1 milhões em multas contra responsáveis por desmatamento, queimadas ilegais e criação de gado em áreas irregulares.
Região crítica de crimes ambientais
A operação concentrou-se em Humaitá, Canutama, Lábrea e Tapauá, municípios que lideram os índices de desmatamento e queimadas no Amazonas.
Esses territórios se consolidaram nos últimos anos como uma das frentes mais críticas da devastação florestal, onde a pressão pela expansão da pecuária e de atividades ilegais avança sobre áreas de floresta nativa.
“A Tamoiotatá é uma das principais frentes de combate ao crime ambiental no estado. Nosso objetivo é inibir práticas ilegais e responsabilizar infratores, preservando a floresta e garantindo que áreas degradadas não voltem a ser exploradas de forma irregular”, afirmou o diretor-presidente do Ipaam, Gustavo Picanço.
Embargos e apreensões
Durante a etapa, os fiscais vistoriaram 36 polígonos de alerta de desmatamento e lavraram 16 autos de infração, além de 36 termos de embargo e dois de apreensão.
Entre os bens recolhidos estavam uma motosserra e uma motocicleta usadas nas atividades ilegais.
As áreas embargadas só poderão retomar atividades após regularização junto ao Ipaam.
Ações integradas
A operação Tamoiotatá, do Governo do Amazonas, é realizada com a integração entre órgãos ambientais e de segurança pública.
Região preocupa
O sul do Amazonas vem se consolidando como fronteira de avanço da pecuária e alvo de grilagem de terras, pressionando florestas e comunidades locais.
Operações como a Tamoiotatá são uma resposta emergencial, mas os índices de devastação e queimadas continuam em alta na região.
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Foto: Secom
