Amazônia: cientistas descobrem pegadas de dinossauros de 110 milhões de anos

Achado em Bonfim, Roraima, revela presença de seis gêneros de dinossauros e pode dar origem a parque geológico.

Publicado em: 26/10/2025 às 13:31 | Atualizado em: 26/10/2025 às 13:32

O solo amazônico acaba de revelar um segredo guardado há 110 milhões de anos. Pesquisadores da Universidade Federal de Roraima (UFRR) confirmaram a descoberta de pegadas fossilizadas de dinossauros em rochas no município de Bonfim, quase na fronteira com a Guiana.

As marcas variam em tamanho e formato e foram identificadas pela primeira vez em 2011, quando o professor e geólogo Vladimir de Souza percebeu um padrão incomum nas rochas.

“Eu vi um lajedo, que é tipo um afloramento de arenito, na altura de uns 50 centímetros a 1 metro, que não estava nos mapas. Mas eu posso te falar que aqueles dinossauros gigantes, de mais de 10 metros de altura, a gente achou pegadas, até pegadas pequenas dos velociraptors”, contou o pesquisador.

Os cientistas estudaram durante 14 anos até confirmarem cientificamente que as crateras eram, de fato, rastros deixados por dinossauros que habitaram a região durante o período Cretáceo.

Segundo a pesquisa, eles já identificaram seis gêneros de dinossauros, mas acreditam que o número pode ultrapassar 20. O local, atualmente ocupado por comunidades indígenas e áreas rurais, preserva vestígios de um ecossistema que ajudou a formar o lavrado, bioma característico de Roraima.

A equipe da UFRR propõe agora a criação de um parque geológico para preservar a área e incentivar o turismo científico.

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Foto: divulgação